Após oito mandatos, Henrique Braga não consegue se reeleger vereador em BH

Ex-presidente da Casa, pastor filiado ao MDB teve cerca de 4,8 mil votos; partido que o abriga elegeu dois candidatos
Braga obteve 4.863 votos - quase três mil a menos do que o segundo eleito do MDB. Foto: Divulgação

Pela primeira vez em 35 anos, a Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) não contará com a presença do pastor Henrique Braga (MDB). Consecutivamente eleito desde 1989 – com uma pausa em 1997, quando assumiu depois, como suplente – Braga não conseguiu renovar o mandato nesse domingo (6) e se despedirá da Casa no fim do ano.

O Fator tentou, sem sucesso, contato com o em breve ex-parlamentar, mas soube, a partir de pessoas próximas ao vereador, que Braga aceitou de forma tranquila a derrota nas urnas. O foco, agora, será solucionar pendências de seu mandato.

Na avaliação de interlocutores, dois pontos foram preponderantes para a derrota: o foco do eleitor de direita em figuras muito ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a mudança repentina de partido – Braga fez carreira política no PSDB, mas precisou trocar de sigla no ano passado e acabou parando, por intermédio do aliado Gabriel Azevedo, no MDB.

A chapa emedebista, aliás, contava com outros candidatos à reeleição, o que a deixou, como se diz no vocabulário político, “pesada” por possuir vários concorrentes com muitos votos.

Braga obteve 4.863 votos – quase três mil a menos do que o segundo eleito do MDB, o também vereador Cleiton Xavier. A mais votada foi Loíde Gonçalves, com 10.313. O vereador Sérgio Fernando, também alocado no MDB por Gabriel, não conseguiu a reeleição.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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