Governo Zema entrega à ALMG projetos para privatizar Cemig e Copasa

Textos foram entregues ao Parlamento nesta quinta-feira (14), durante visita do vice-governador Mateus Simões
Foto mostra prédio da Cemig
Projeto sobre a Cemig prevê adoção do modelo de corporation. Foto: Guilherme Dardanhan/ALMG

O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (Novo), foi à Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (14) entregar os projetos de lei que tratam das privatizações da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Cemig). Embora os textos tenham sido protocolados, precisam ser lidos no plenário da Casa para começar a tramitar.

Segundo apurou O Fator, os textos sobre Cemig e Copasa foram enviados aos deputados a partir da avaliação de que a aprovação do projeto da estatal energética é importante para facilitar a tramitação do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas Estaduais (Propag). O aval da Assembleia a negociações envolvendo as duas estatais facilitaria o repasse das ações das empresas ao governo federal — que, segundo os termos do Propag, trocaria parte do débito contraído por Minas pela federalização de ativos.

Como já havia mostrado O Fator, o governo vinha pensando em enviar o projeto de privatização da Copasa à Assembleia ainda em 2024. O protocolo do texto a respeito da Cemig, por sua vez, foi decidido apenas nesta semana.

Modelo de corporation

O projeto que trata da desestatização da Cemig tem moldes antecipados pelo governador Romeu Zema (Novo) ainda no ano passado. A ideia é aplicar, á estatal de energia, o modelo de corporation.

Nesse sistema, as ações da estatal são pulverizadas no mercado. O estado poderia exercer a prerrogativa de ser o principal acionista, atuando como referência e tendo poder de veto.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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