Afastado pelo STF, Barral toma café com presidente do União Brasil horas depois de operação

Chefe da pasta de Educação da prefeitura de Belo Horizonte esteve reunido com Antônio Rueda nesta manhã
Barral foi indicado ao cargo na PBH pelo União Brasil em 2024. Foto: PBH
Barral foi indicado ao cargo na PBH pelo União Brasil em 2024. Foto: PBH

Afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) por causa de uma investigação da Polícia Federal (PF), o secretário de Educação de Belo Horizonte, Bruno Barral, esteve reunido com o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, na manhã desta quinta-feira (3) em um hotel na região Centro-Sul da capital mineira.

O encontro aconteceu horas depois da deflagração da operação Overclean, da PF, que tinha Barral como um dos alvos de busca e apreensão. É no âmbito desta investigação que a polícia pediu ao STF o afastamento da secretaria. Rueda viajou à capital mineira para participar da posse de Álvaro Damião, seu correligionário, como prefeito e estava confirmado para participar do evento. Apesar disso, não teve o nome anunciado durante a solenidade que empossou Damião.

Barral foi indicado ao cargo na PBH pelo União Brasil em 2024. Ele, antes, chegou a atuar como secretário de Educação na Prefeitura de Salvador durante a gestão de ACM Neto na capital baiana.

A investigação da PF começou a partir de suspeitas de irregularidades em licitações na Bahia. Além de BH, são cumpridos mandados de busca e apreensão em outras cidades, como São Paulo (SP) e Salvador (BA).

Investigação

A ação desta quinta-feira é a terceira fase da Operação Overclean. Além de fraude em licitações, a PF apura o possível cometimento dos crimes de peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, obstrução de justiça e lavagem de dinheiro. A Controladoria-Geral da União (CGU) também participou da deflagração da operação.

Além da ordem de afastamento cautelar de Barral, os agentes cumpriram 16 mandados de busca e apreensão. Estimativas preliminares da PF dão conta que os suspeitos teriam movimentado R$ 1,4 bilhão por meio dos contratos oriundos das licitações supostamente fraudadas. Obras superfaturadas também teriam contribuído para a formação do montante.

Antes de atuar em BH, Barral foi secretário de Educação na capital baiana durante a gestão de ACM Neto.

O Fator já procurou a Prefeitura de BH a fim de obter comentário a respeito do caso. O espaço está aberto.

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