O presidente da Câmara, Hugo Motta, se dirigiu ao ex-ministro e ex-deputado federal mineiro Pimenta da Veiga em declaração nesta segunda (7).
Ambos participaram de evento na Associação Comercial de São Paulo com o tema “Atual cenário político brasileiro”.
Ao final do evento, respondendo a perguntas, Motta comentou o tema da anistia para os envolvidos nos ataques do 8 de janeiro – ou seja, a ‘Festa da Selma’.
“Não é distanciando as instituições que nós vamos encontrar a saída para esse momento delicado e difícil que o Brasil enfrenta”, disse Motta.
“Então eu defendo dois pontos, para que a gente possa, Pimenta, tentar vencer essa agenda”, acrescentou.
Os dois pontos de Motta são “sensibilidade” para corrigir “algum exagero” nas penas, e “responsabilidade” para “não aumentarmos uma crise institucional” com o STF e o Executivo.
Antes das declarações finais de Motta, Pimenta da Veiga disse que o país vive um “momento político gravíssimo”, graças a uma “estúpida radicalização”.
Pimenta acrescentou que “a falsa questão da anistia” não é uma questão de interesse nacional, como mostram pesquisas de opinião; e pode prejudicar o resto da agenda legislativa.
“E além de não serem do interesse nacional, representam apenas a vontade de uma minoria. Elas são na verdade um instrumento eleitoral”.
Pimenta da Veiga também recebeu um ‘salve’ do também ex-deputado Heráclito Fortes, que conduzia os trabalhos. Heráclito foi deputado pelo Piauí por seis mandatos não consecutivos entre 1982 e 2019.
“Quando eu cheguei na Câmara (…) foi quem me mostrou os caminhos. Pimenta da Veiga é o próximo orador”, foi como Heráclito apresentou o colega.
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