Fuad e a gestão pública

Fuad Noman (1947-2025). Foto: Reprodução/Redes Sociais

A coluna desta semana não poderia tratar de outro assunto: o legado de Fuad Noman e a importância da gestão pública comprometida com a cidade. Começo deixando, mais uma vez, meus sentimentos à família do nosso prefeito. Antes de tudo, Fuad foi um servidor público exemplar — alguém que dedicou décadas de trabalho ao Brasil, e especialmente à nossa Belo Horizonte. Sua partida deixa uma lacuna, mas também nos inspira a seguir o caminho que ele ajudou a construir.

Junto à bancada do PSD na Câmara Municipal, protocolamos um projeto de lei que nomeia o espaço multiuso do Parque Municipal como Espaço Prefeito Fuad Noman. A obra, paralisada desde 2015, foi retomada por sua gestão como parte do projeto “Centro de Todo Mundo”. Com seu perfil de sempre levar tudo até o final, Fuad entendeu o valor desse equipamento para a cidade e investiu mais de R$16 milhões de recursos próprios da PBH, para que a cidade possa vislumbrar um equipamento que será referência cultural e social.

Em paralelo, o recém-empossado prefeito Álvaro Damião propôs também uma homenagem que segue o mesmo caminho: escolheu uma obra emblemática no coração da capital — a Praça da Independência, no espaço do edifício anexo do Conjunto Sulacap-Sulamérica para também receber o nome de nosso estimado Fuad. É justo que alguém da visão do prefeito, que sempre compreendeu a grandeza e altivez de Belo Horizonte receba inúmeras condecorações.

Mas para além de homenagens e honrarias, preciso destacar outro momento marcante da semana: a reunião especial que promovemos em homenagem ao campo de públicas — reunindo alunos, professores e representantes das graduações em Gestão Pública e afins da nossa capital. Para mim, como egresso dessa área, foi emocionante ver tantos rostos conhecidos, comprometidos com o serviço público de qualidade.

Durante o evento, anunciei uma indicação à Prefeitura para que inclua os profissionais do campo de públicas nos editais de concursos municipais. Acreditamos que é urgente valorizar quem estuda, pesquisa e se dedica a transformar a gestão pública em algo mais eficiente, transparente e humano — como Fuad sempre fez.

Se queremos uma cidade mais justa e preparada, precisamos qualificar quem a governa. Obras como o espaço multiuso e políticas estruturantes não se sustentam sem uma boa gestão — e a boa gestão começa com gente capacitada, ética e comprometida com o bem comum. Essa é a BH que Fuad acreditava. E é por ela que sigo trabalhando todos os dias.

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