O comércio varejista de Minas Gerais apresentou estabilidade em fevereiro de 2025, com crescimento de apenas 0,1% em relação a janeiro, conforme dados divulgados hoje pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Já o varejo ampliado, que inclui automóveis e materiais de construção, registrou queda de 0,9% no mesmo período.
O desempenho do varejo mineiro ficou abaixo da média nacional, que teve alta de 0,5% no varejo restrito e recuo menor, de 0,4%, no ampliado. Apesar disso, o volume de vendas no estado permanece acima dos níveis pré-pandemia e supera os resultados nacionais, demonstrando a resiliência do setor.
Na comparação com fevereiro de 2024, o comércio varejista mineiro apresentou resultados mais positivos, com crescimento de 2,2% no varejo restrito e 2,8% no ampliado. Esse desempenho superou a média brasileira, que registrou altas de 1,5% e 2,4%, respectivamente.
O avanço do varejo mineiro foi impulsionado principalmente por três segmentos:
- Outros artigos de uso pessoal e doméstico (14,1%)
- Móveis e eletrodomésticos (10,8%)
- Tecidos, vestuário e calçados (8,7%)
Por outro lado, o setor de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação apresentou forte retração de 21,8%.
No acumulado dos dois primeiros meses de 2025, Minas Gerais registra crescimento de 3,2% no varejo restrito e 2,8% no ampliado, superando a média nacional de 2,3% em ambas as categorias.
Os destaques positivos no estado continuam sendo outros artigos de uso pessoal e doméstico (13,2%), móveis e eletrodomésticos (8,1%) e produtos alimentícios e fumo (2,1%). Já o segmento de materiais para escritório mantém tendência negativa, com queda acumulada de 18,9%.
Perspectivas moderadas
A Fiemg projeta um crescimento mais moderado para o comércio varejista em 2025, com alta de 1,6% para Minas Gerais e 1,7% para o Brasil. Segundo a entidade, o setor enfrentará um ambiente econômico desafiador, com aperto monetário encarecendo o crédito e inflação elevada pressionando o poder de compra dos consumidores.
Incertezas no cenário externo, especialmente relacionadas à política econômica dos Estados Unidos e possíveis tarifas comerciais, também devem impactar negativamente as expectativas para a atividade varejista ao longo do ano.