O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) disse nesta quinta (24) à CCJ que não tem do que pedir desculpas.
“Senhoras e senhores: eu não posso pedir desculpas”, disse Glauber, pouco depois de Alex Manente (Cidadania-SP) ler parecer contra o recurso dele para manter o mandato.
“Eu não tenho do que pedir desculpas. Eu não posso me ferir de morte”, acrescentou Glauber.
“Pedir desculpas sem considerar que errou é uma agressão para mim maior do que a perda do mandato. E isso eu não posso fazer”.
O Conselho de Ética aprovou por 13 votos a 5 a perda de mandato de Glauber Braga por expulsar e agredir um militante do Movimento Brasil Livre (MBL) nas dependências da Câmara.
Em reação, Glauber fez uma greve de fome que durou nove dias. Ele encerrou o protesto após o presidente Hugo Motta se comprometer a não pautar a cassação em plenário por 60 dias.
Antes da votação no Conselho de Ética, Glauber acusou Arthur Lira de interferir pela sua cassação. Em vário trechos do parecer pela cassação o relator Paulo Magalhães (PSD-BA) buscou defender Lira de críticas e xingamentos de Glauber.
Depois da votação do recurso na CCJ, a palavra final será do plenário da Câmara – isso se Hugo Motta realmente pautar.
Contrariando o regimento, Lira nunca pautou a cassação de Chiquinho Brazão, réu pela morte da vereadora Marielle Franco. A cassação de Brazão já está pronta para votação em plenário desde o ano passado.