Glauber: “Eu não tenho do que pedir desculpas”

Deputado recorreu à CCJ da Câmara contra sua cassação, aprovada pelo Conselho de Ética
Glauber Braga na CCJ da Câmara
Glauber Braga na CCJ: não vai pedir desculpas. Reprodução/TV Câmara/YouTube

O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) disse nesta quinta (24) à CCJ que não tem do que pedir desculpas.

“Senhoras e senhores: eu não posso pedir desculpas”, disse Glauber, pouco depois de Alex Manente (Cidadania-SP) ler parecer contra o recurso dele para manter o mandato.

“Eu não tenho do que pedir desculpas. Eu não posso me ferir de morte”, acrescentou Glauber.

“Pedir desculpas sem considerar que errou é uma agressão para mim maior do que a perda do mandato. E isso eu não posso fazer”.

O Conselho de Ética aprovou por 13 votos a 5 a perda de mandato de Glauber Braga por expulsar e agredir um militante do Movimento Brasil Livre (MBL) nas dependências da Câmara.

Em reação, Glauber fez uma greve de fome que durou nove dias. Ele encerrou o protesto após o presidente Hugo Motta se comprometer a não pautar a cassação em plenário por 60 dias.

Antes da votação no Conselho de Ética, Glauber acusou Arthur Lira de interferir pela sua cassação. Em vário trechos do parecer pela cassação o relator Paulo Magalhães (PSD-BA) buscou defender Lira de críticas e xingamentos de Glauber.

Depois da votação do recurso na CCJ, a palavra final será do plenário da Câmara – isso se Hugo Motta realmente pautar.

Contrariando o regimento, Lira nunca pautou a cassação de Chiquinho Brazão, réu pela morte da vereadora Marielle Franco. A cassação de Brazão já está pronta para votação em plenário desde o ano passado.

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