Suspenso pela direção estadual do Partido Verde (PV) desde 1º de abril, o vereador belo-horizontino Wagner Ferreira se articula para permanecer na legenda. Diante da punição, Ferreira tem até 15 de maio para apresentar sua defesa à comissão de ética do PV e provar que não cometeu infidelidade partidária.
O distanciamento entre Ferreira e o PV começou na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH). O vereador foi um dos principais articuladores da campanha que levou Juliano Lopes (Podemos) à presidência do Legislativo municipal. A orientação do PV era em apoio ao candidato derrotado, Bruno Miranda (PDT).
O segundo capítulo do desgaste — e da consequente acusação de infidelidade — aconteceu no final de março, quando o vereador ingressou na “Família Aro”, grupo político liderado pelo secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro (PP).
Nesta quarta-feira (30), Wagner Ferreira disse a O Fator que não vê motivos para ser expulso ou seguir suspenso do partido. O parlamentar não descarta, inclusive, disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa pelo PV em 2026.
“Estou na base do prefeito Álvaro Damião (União Brasil), que é a posição oficial do PV. E todas as minhas votações no plenário da Câmara sempre foram alinhadas aos demais parlamentares progressistas”, afirmou.
Procurado pela reportagem, o presidente estadual do PV, Osvander Valadão, limitou-se a informar que prefere esperar pela argumentação que será apresentada pelo vereador à comissão de ética.