A maior tragédia não foi o roubo. Foi ver o povo inerte, pacato, deitado em berço esplêndido. Foi ver a esperança saqueada e ainda assim vestir a camisa vermelha da seleção do saqueador.
O Brasil foi assaltado a céu aberto. E a multidão aplaudiu como se fosse desfile. Chamaram de “retomada da democracia”, mas era só o retorno do cinismo.
Aposentão. O nome já diz tudo: um rombo tão absurdo que aposentou a lógica, a ética e a vergonha. Enquanto você rala 35 anos para garantir o básico, eles garantem bilhões com uma canetada e um sorriso falso.
Mas o pior não é isso. O pior é quem diz que foi “normal”. Quem olha para o ladrão e enxerga um herói. Quem foi traído e ainda dorme de conchinha com o traidor.
Isso não é compaixão. É covardia com verniz de ideologia. É Síndrome de Estocolmo com feição de militância. É a mulher de malandro em escala nacional: apanha, chora, e ainda diz “mas ele me ama”.
Não é sobre Lula. É sobre o que estamos dispostos a engolir em troca de uma ilusão.
É sobre o quanto vale a nossa dignidade… quando vendida no balcão das narrativas.
O Brasil não é de direita ou de esquerda.
É de quem não tem medo de lembrar. De quem entende que perdão sem arrependimento é cumplicidade.
Porque se a gente continuar rindo dos nossos próprios algozes… Vamos seguir nessa comédia trágica onde o povo é sempre o palhaço.