O prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão (sem partido), anunciou, pouco antes de tomar posse como presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), que terá a oferta de cursos de capacitação a gestores do interior como um dos motes de sua gestão.
Nesta quarta-feira (7), horas antes da solenidade que vai oficializar a transição de cargos na AMM, no Expominas, em Belo Horizonte, Falcão se reuniu com o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), Durval Ângelo. O encontro serviu para dar início ao esboço de uma parceria entre as instituições. Se o acordo sair do papel, serão abertas turmas de qualificação voltadas a equipes técnicas das administrações municipais.
“Sejamos sinceros: os municípios médios e grandes têm condições de montar equipes com um número mais razoável de pessoas, seja no setor de compras ou no setor jurídico. Essa ajuda para que eles consigam multiplicar recursos é fundamental”, disse Falcão, ao comentar, durante entrevista coletiva momentos antes de sua posse, a agenda com Durval.
Falcão afirmou que pretende dar apoio às pequenas cidades. O prefeito de Patos de Minas afirmou que, dos 853 municípios mineiros, quase 500 têm menos de 10 mil habitantes.
“Esses municípios são os que precisam de mais representatividade e força. Afinal de contas as pessoas vivem nos municípios. É o ente federativo mais importante, porque é onde a riqueza é gerada”, indicou.
Falcão sucederá o ex-prefeito de Coronel Fabriciano (Vale do Aço), Doutor Marcos Vinicius (sem partido).
Discurso afinado
Falcão sucederá o ex-prefeito de Coronel Fabriciano (Vale do Aço), Doutor Marcos Vinicius (sem partido). O novo presidente está com o discurso alinhado ao de seu vice, Lucas Vieira Lopes (PSB), que é prefeito de Iguatama, no Centro-Oeste.
Ao participar do “Fala, Fator”, videocast de Política de O Fator que, nesta semana, foi apresentado diretamente do Expominas por ocasião do Congresso Mineiro de Municípios, Lucas defendeu a revisão do pacto federativo.
Segundo ele, a maior parte da arrecadação pública vai para os cofres federais, enquanto os municípios ficam com uma pequena fração das receitas.
“Gosto de brincar dizendo que o eleitor, quando vê o presidente, pede um autógrafo; quando vê o governador, pede para fazer uma foto. Mas, quando vê o prefeito, pede saúde, educação ou para tapar um buraco. É na ponta, é nos municípios que as políticas se desenvolvem. Temos que trabalhar para que os recursos de fato cheguem nas cidades para prestação de serviço público para o cidadão — e de boa qualidade”, pregou.
