O influenciador Marco Antônio Costa, conhecido como “Superman”, diz ter avisado lideranças do PL no estado sobre a intenção de se candidatar ao Senado Federal por Minas Gerais sob a bandeira do partido. A O Fator, Costa afirmou ter conversado com o deputado federal Domingos Sávio, presidente do PL mineiro e cotado para representar a legenda na corrida à Casa Alta do Congresso Nacional.
“Fui ao gabinete do Domingos Sávio, me apresentei, e ele foi cordial. (Sávio) disse que meu caminho seria difícil, porque também é pré-candidato ao Senado. Mas acho que fiz algo incomum: bati na porta de deputados e lideranças para contar o que estou fazendo. Quem faz isso? Quem liga explicando sua movimentação para não pegar ninguém no susto?”, pontuou.
O plano de disputar o Senado por Minas fez Costa se mudar de São Paulo para o estado. O influenciador e a esposa agora vivem em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Na semana passada, em entrevista a um podcast, o comunicador garantiu ter as bênçãos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para construir uma pré-candidatura.
De acordo com Costa, ao dar o aval, Bolsonaro o advertiu que não há como cravar que ele estará nas urnas como postulante ao cargo de senador.
À reportagem, o influenciador atribuiu a ideia de disputar o Senado por Minas a um convite de movimentos de base ligados à direita.
“Essa conversa teve início quando eu estava organizando a manifestação do ‘Fora. Moraes’, no dia 29 de setembro do ano passado, em BH. Articulei tudo com mais de 15 deputados federais e quatro ou cinco senadores, como Magno Malta e Eduardo Girão. Já naquela época, o pessoal dizia: ‘Poxa, Marco, a gente precisa de um nome forte, combativo, com o seu perfil’”, justificou.
O funil que Costa terá de atravessar, entretanto, é estreito. Embora dois dos três assentos de Minas na Casa Alta do Congresso estejam em disputa no ano que vem, o PL tem diversos nomes cotados para concorrer. Além de Sávio, o cenário conta com o deputado federal Eros Biondini, o deputado estadual Cristiano Caporezzo e o vereador belo-horizontino Vile dos Santos.
No início do ano, Bolsonaro chegou a aventar a hipótese de ter o ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, como candidato. Outra articulação interna considerou a transferência do título eleitoral da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para Minas, mas a direção nacional do PL optou por mantê-la como possível candidata no Distrito Federal.
Estranhamento inicial
Marco Antônio Costa já precisou lidar com o primeiro ruído junto aos correligionários. Na entrevista da semana passada, ele se referiu ao diretório mineiro do PL como “centrão”. A declaração irritou filiados à agremiação, que consideraram as críticas graves. Houve, ainda, insatisfação com o fato de um interlocutor de fora do estado se mudar para uma cidade mineira com a intenção de concorrer a senador.
“Eu vejo que a bola está quicando e pode cair em um cara que é centrão, o cara está no PL mas é centrão. Alguém quer isso para Minas? Primeiro ‘pum’ que o Alexandre de Moraes soltar, o cara vai meter o rabo entre as pernas e sumir. Virar um holograma igual o Sérgio Moro?”, falou, na semana passada.
A O Fator, Costa endossou o posicionamento.
“Se alguém ficou chateado porque eu falei que está cheio de cara do centrão é porque tem gente do centrão e a carapuça vestiu. Então, é uma questão até de o cara sair da sua casinha e falar: ‘eu me senti ofendido pelo que você falou’. Aí eu vou puxar a trajetória individual de cada um e vamos ver o que foi feito”, reiterou.
