Nos Estados Unidos da América (EUA) para apresentar a carteira de investimentos de Minas Gerais, o vice-governador Mateus Simões (Novo) aproveitou uma conferência sobre o etanol para tecer críticas à política ambiental do governo federal. Nesta quinta-feira (15), em Nova York, a uma plateia formada por interlocutores ligados ao setor de combustíveis, Simões afirmou que a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “não tem nada a mostrar” no que tange a entregas ambientais.
“Falar em eletrificação (de veículos) significa impedir que as pessoas comprem carros, assassinar uma das mais importantes de energia do país — e, portanto, seria uma irresponsabilidade, o que demanda, em ano de COP, muita atenção da nossa parte. O governo federal não tem nada a mostrar, infelizmente, na pauta ambiental, e talvez queira surpreender com sustos dessa espécie em novembro”, disse, em menção à conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) prevista para acontecer em Belém, no Pará.
A crítica aos veículos elétricos e a consequente defesa do uso do etanol é bandeira encampada pelo governo mineiro. O chefe do Executivo, Romeu Zema (Novo), já fez discursos com esse posicionamento e, no mês passado, chegou a classificar os carros eletrificados como “modismo internacional”.
“O Brasil tem 45 milhões de carros leves em circulação. Essa frota, por consumir etanol misturado à gasolina ou etanol puro, quando é essa a decisão do consumidor, já nos proporciona uma emissão 25% menor que frotas equivalentes em outros lugares do mundo. Isso significa que temos 10 milhões de carros elétricos no Brasil por conta do etanol, que ainda não é utilizado da forma que deveria”, afirmou Mateus Simões.
Aos espectadores, o vice-governador ainda disse acreditar na possibilidade de a União aproveitar a COP para apresentar materiais defendendo a eletrificação das frotas veiculares.
“Espero que cada um de nós cuide, nas suas bancadas estaduais, nas suas lideranças junto aos representantes em Brasília, de cercar qualquer movimento nessa direção, porque seria um equívoco. Um equívoco econômico e um equívoco ambiental”, pontuou.
