O setor de serviços foi o principal responsável pelo crescimento do emprego formal em Minas Gerais em abril de 2025, respondendo por mais de 14 mil das 29.083 vagas abertas no estado no mês, conforme levantamento da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) a partir dos dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Com esse desempenho, Minas Gerais consolidou-se como o segundo maior gerador de empregos formais do país no período, atrás apenas de São Paulo.
O segmento de serviços gerou 14.744 novos empregos formais em Minas Gerais em abril, representando pouco mais de metade de todas as vagas criadas no estado. Esse resultado destaca a relevância do setor para a recuperação e manutenção do mercado de trabalho mineiro em 2025.
O segundo maior saldo no mês veio da indústria, responsável por 8.255 novas vagas, seguida pelo comércio, que registrou 3.978 empregos. A agropecuária contribuiu com 2.111 postos de trabalho.
Na indústria, os destaques foram a construção, com 3.704 vagas, e a indústria de transformação, que abriu 4.120 postos. Na transformação, vinte dos 24 segmentos pesquisados registraram saldo positivo. As maiores contribuições vieram da fabricação de alimentos (983 vagas), fabricação de veículos (759 vagas), derivados do petróleo (500 vagas) e preparação de couro (264 vagas).
No setor da construção, os serviços especializados levaram a maior parte das contratações, somando 1.900 vagas, seguidos por obras de infraestrutura (1.300 vagas) e construção de edifícios (482 vagas).
Acumulado de janeiro a abril ultrapassa 100 mil novos empregos
No acumulado do ano, Minas Gerais chegou a 105.584 novos empregos formais, com os serviços novamente na liderança (47.507 vagas), à frente da indústria (39.897 vagas) e da agropecuária (17.655 vagas).
Com 10,4% do estoque nacional de empregos formais, Minas Gerais tem forte participação em vários setores, chegando a responder por 27% das vagas da indústria extrativa e quase 17% da agropecuária do país.
Apesar da possibilidade de desaceleração nos próximos meses devido a juros elevados e restrições ao crédito, a análise da Fiemg indica que a tendência é de saldo positivo na criação de empregos ao longo do ano. Uma safra agrícola robusta e o bom desempenho do setor de serviços devem sustentar a expansão do mercado de trabalho formal em Minas Gerais.