Desenvolvimento sim. Gestão Kalil não

Eu, costumeiramente cético e até pessimista, enxergo com prudente otimismo os próximos meses e anos para Belo Horizonte
Álvaro Damião
Foto: Rodrigo Clemente/PBH

Têm sido bastante alvissareiros os sinais emanados da Afonso Pena 1212, agora sob definitiva – mas não nova – administração. O queridíssimo Fuad Noman, homem e nome que deixarão saudades, se foi e seu vice, agora legitimamente prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião começa a imprimir sua marca e seu ritmo.

Não são poucos os agentes políticos e empresariais positivamente surpresos e otimistas com o atual chefe do executivo da capital mineira. Se as mudanças no secretariado indicam a continuidade do trabalho iniciado por Fuad, igualmente mostram um ritmo mais veloz. E, diferente da gestão anterior, essa sabe se comunicar.

Há duas boas, ou melhor, ótimas novas no front: a mudança radical na secretaria de Política Urbana, agora a cargo do excelente Leo Castro, servidor experiente, técnico e profundo conhecedor das necessidades da cidade, que tem tudo para varrer o estrago deixado por Maria Caldas e Alexandre Kalil.

Aleluia

A segunda boa notícia é a municipalização do Anel Rodoviário, prometida por um certo boquirroto já citado acima, mas concretizada pela dupla Fuad-Damião. Muita gente pergunta: “Vai melhorar“? Bem, com absoluta certeza, não irá piorar. Mas indica a preocupação da PBH com a mobilidade e a segurança.

Álvaro tem declarado com frequência que quer Belo Horizonte caminhando rápida rumo ao desenvolvimento comercial e imobiliário. Para isso, pretende trabalhar na melhor regulação das leis de Uso e Ocupação do Solo e Código de Postura. É triste ver como BH ficou para trás, nos últimos 20 anos, em relação a outras capitais.

Os astros estão alinhados como raramente ocorre. Damião conta com o apoio do empresariado local, a Câmara Municipal está sob a presidência de Juliano Lopes, um político com os olhos igualmente voltados para o desenvolvimento, a opinião pública expressa o mesmo caminho e a imprensa alia-se a este cenário.

Eu, costumeiramente cético e até pessimista, enxergo com prudente otimismo os próximos meses para Belo Horizonte. Esta cidade tão querida precisa voltar a brilhar e vibrar. Os dias de trevas administrativas da gestão Alexandre Kalil se foram. Fuad começou a limpar o caminho e Damião tem tudo para pavimentá-lo muito bem.

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