A agenda do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Mariana, região Central do estado, nesta quinta-feira (12), foi usada pelo presidente e por ministros de seu governo para criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).
Lula voltou a defender o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD) para a disputa pelo Palácio Tiradentes em 2026. Pacheco foi chamado pelo presidente da República de “futuro governador”.
O primeiro escalão do governo Zema não participou do evento, assim como aconteceu em visita recente do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), ao município de Arinos, no Noroeste mineiro.
As críticas ao governador mineiro foram feitas pelos ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), da Secretaria-Geral da Presidência da República, Marcio Costa Macêdo (PT), e da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias.
Silveira criticou o acordo liderado por Zema após o rompimento da barragem de Brumadinho, em 2019. “Não fizemos politicagem (com os recursos investidos pelo governo federal em Mariana), como, infelizmente, vergonhosamente e irresponsavelmente, fez o governador com o dinheiro da tragédia de Brumadinho”, afirmou o ministro.
Em Mariana, Lula participou do evento em que foi oficializado o novo acordo de Mariana. Foram anunciados investimentos de R$ 170 bilhões aos 49 municípios atingidos, em Minas e no Espírito Santo, pelo rompimento da barragem do Fundão, em 2015. O petista afirmou que, durante os quatro anos do governo Bolsonaro, a União não entregou obras em Minas Gerais.
Com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), Lula anunciou que os primeiros investimentos do Acordo de Mariana, repassados à saúde, serão destinados à construção de um hospital universitário no município.