A Companhia de Tecnologia da Informação de Minas Gerais (Prodemge) vai contratar, por R$ 232 mil, duas vagas no curso executivo Skills, Tools and Competencies (STC), ministrado pela Fundação Dom Cabral (FDC) e com duração de 45 dias.
Os escolhidos para participar do curso foram o presidente da Prodemge, Roberto Tostes Reis, e o diretor de Operações e Infraestrutura da estatal, Cássio Matoso.
Voltado para executivos, o curso tem foco em liderança estratégica e no desenvolvimento de competências nas áreas de marketing, finanças, gestão de pessoas, inovação e estratégia empresarial.
Na apresentação, a FDC aponta que o curso oferece “elementos que permitem altos executivos e diretores alcançarem uma nova dimensão da sua liderança”, com ferramentas voltadas à atuação em contextos de mudanças rápidas e decisões de alto impacto.
A formação acontecerá em três módulos, realizados em três locais distintos.
Na primeira etapa, entre os dias 8 e 12 de junho, o curso será ministrado no campus da Fundação Dom Cabral, em Nova Lima., na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) A segunda fase ocorre entre 12 de junho e 17 de julho na Kellogg School of Management, em Chicago (EUA). Já a terceira, também em solo norte-americano, acontece de 18 a 23 de julho, durante a FDC Learning Journey, novamente em Chicago.
Os valores pagos na inscrição não incluem despesas de hospedagem, transporte e alimentação.
Pelos parâmetros do Ministério da Educação (MEC), essa formação seria considerada uma pós-graduação, dada sua carga horária de 116 horas. Cursos de mestrado, por exemplo, devem ter ao menos 360 horas-aula em disciplinas ou atividades equivalentes.
Programa de capacitação
Em resposta ao O Fator, a Prodemge informou que oferece capacitações a colaboradores de todas as áreas — incluindo diretorias e a presidência — e que o orçamento destinado à iniciativa em 2025 soma R$ 1,5 milhão.
“Recurso dividido ao longo do ano em várias propostas de capacitação, aprovado pela Diretoria Executiva no ano anterior”, registra a nota.
De janeiro a junho deste ano, a estatal aprovou cerca de R$ 709 mil para a capacitação de 105 colaboradores em áreas como Inteligência Artificial, Big Data, Cibersegurança, Agilidade, Licitações e Compliance, entre outras.
Sobre o retorno dessas formações para o desempenho da estatal, a assessoria informou haver um processo de avaliação das capacitações “que mensura a percepção dos participantes sobre a utilidade dos conteúdos no desempenho das funções e os impactos gerados nas atividades do dia a dia”.
Já sobre o curso STC, a nota enviada explica tratar-se de uma formação direcionada exclusivamente a CEOs e diretores de empresas de médio e grande porte.
“De acordo com a estratégia de capacitação da companhia, o investimento no ‘STC – Skills, Tools and Competencies’, da Fundação Dom Cabral, objetiva elevar, ainda mais, o desempenho dos executivos em curto prazo e, consequentemente, os resultados da Prodemge — características singulares deste tipo de treinamento”.
O Novo, de novo
Roberto Tostes foi nomeado diretor-presidente da Companhia pelo Conselho de Administração da Prodemge em junho de 2020. Engenheiro civil com especialização em Análise de Sistemas e pós-graduação em Gestão de Projetos, ele foi candidato a deputado estadual pelo Novo em 2018.
Tostes substituiu Rodrigo Paiva, outro quadro do Novo.
Também engenheiro civil, Paiva já participou de três eleições pela legenda: ao Senado, em 2018; à Prefeitura de Belo Horizonte, em 2020; e por uma das cadeiras de deputado federal, em 2022 — sem obter êxito em nenhuma das disputas.
Outro nome do Novo que passou pela diretoria da Prodemge, como vice-presidente (de junho de 2023 a julho de 2024) foi o empresário Márcio Bernardino. Graduado em Gestão Empresarial, em 2020 ele foi candidato à Prefeitura de Contagem e, em 2022, disputou uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Embora hoje esteja nomeado como presidente da Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab), Bernardino ainda mantém vínculo com a Prodemge, integrando o Conselho de Administração na condição de representante do acionista controlador.
