O ministro da Defesa, José Múcio, reservou para oficiais-generais os cargos de Adido Naval e Adido de Defesa e do Exército na China.
A portaria foi publicada nesta quarta (11) no Diário Oficial.
O cargo de Adido Naval na China já existia, mas era exercido por um capitão de mar e guerra – equivalente da Marinha à patente de coronel.
O cargo de Adido do Exército junto à Representação Diplomática do Brasil na República Popular da China também era exercido por um coronel até o começo deste ano. Agora tem novo nome e está reservado para um general.
Além disso, na Marinha, a lista de cargos privativos ganhou o de Comandante da Divisão Ribeirinha, novo nome da antiga Tropa de Desembarque, antes comandada por um capitão de mar e guerra.
Foi removido da lista de cargos privativos da Aeronáutica o de comandante da Primeira Brigada de Defesa Antiaérea, unidade desativada em 2023.
Já o cargo de “Chefe da Coordenadoria de Governança” foi renomeado para “Chefe da Coordenadoria de Governança do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial”.
O aumento no número de cargos privativos de oficiais-generais abre brecha para a promoção de mais oficiais a essas patentes, já que serão necessários agora um almirante e um general para preencher esses dois postos na China, e um almirante para a Divisão Ribeirinha.
Procurado por O Fator desde a manhã de quarta-feira (11), o Ministério da Defesa não respondeu às nossas perguntas.
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