Alexandre Silveira reage a mal-estar no PSD e defende ‘atuação técnica’ em encontro com Mateus Simões

Tensão ocorre em contexto de indefinição sobre as chapas para o governo de Minas em 2026
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Ministro destacou que o encontro teve como objetivo tratar da implantação de um gasoduto entre Extrema (MG) e Bragança Paulista (SP). Foto: Divulgação MME

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD-MG), afirmou que a reunião com o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (Novo), teve caráter exclusivamente técnico e respeitou o princípio da impessoalidade da administração pública, contestando interpretações de que o encontro teria viés político. Em coluna publicada na sexta-feira (20), em O Fator, Silveira respondeu ao mal-estar revelado entre aliados do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que enxergaram a agenda como contraditória com as articulações do presidente Lula (PT) para viabilizar a candidatura de Pacheco ao governo estadual em 2026.

A polêmica ganhou força após O Fator revelar, na terça-feira (17), o desconforto de aliados de Pacheco com a aproximação entre Silveira e Simões, potencial adversário do senador na disputa pelo Palácio da Liberdade. Segundo esses aliados, o momento do encontro foi inadequado, já que Simões e o governador Romeu Zema (Novo) mantêm postura crítica ao governo federal. A presença de lideranças do PSD – como o deputado estadual Cássio Soares – na agenda reforçou especulações sobre divisões internas e os rumos do partido em Minas.

Em resposta, Silveira destacou que o encontro teve como objetivo tratar da implantação de um gasoduto entre Extrema (MG) e Bragança Paulista (SP), obra prevista no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Seria irresponsabilidade permitir que as diferentes colorações partidárias ali presentes nos impedissem de buscar soluções em parceria para os problemas reais do Sul de Minas”, escreveu o ministro. Ele enfatizou que a administração pública deve atuar segundo o interesse coletivo, sem favorecimento político e de forma republicana.

Silveira também mencionou a transparência da agenda, que envolveu prefeitos e representantes da estatal Gasmig, e comparou a condução do episódio à atuação conjunta do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (SP) no lançamento do Túnel Santos-Guarujá, como exemplo de cooperação institucional acima de divergências partidárias.

A tensão no PSD ocorre em contexto de indefinição sobre as chapas para o governo de Minas em 2026. Enquanto Pacheco avalia possíveis mudanças de partido, Silveira trabalha para viabilizar candidatura ao Senado, e Cássio Soares mira vaga na Câmara dos Deputados. Em sua manifestação, o ministro afirmou que “iniciativas que atendem às demandas regionais terão acolhida permanente, independentemente da filiação partidária do gestor público que as apresenta”.

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