A equação de Mateus Simões para acomodar aliados na chapa de 2026

Pré-candidato ao governo de Minas, vice de Zema vê o Senado Federal como possibilidade para partidos que cogitam apoiá-lo
O vice-governador Mateus Simões
Mateus Simões é pré-candidato ao governo de Minas. Foto: Gil Leonardi / Imprensa MG

Vice-governador de Minas Gerais e pré-candidato à chefia do Executivo estadual em 2026, Mateus Simões (Novo) diz estar “pronto” para debater, com o Partido Liberal (PL), a entrega, à legenda, de uma das duas candidaturas ao Senado Federal que vão compor sua chapa em 2026. O cenário projetado por Simões tem, além de um concorrente indicado pelo PL, o secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro (PP). No entendimento de Simões, a federação formada por PP e União Brasil, pelo tamanho que tem, possui a prerrogativa de preencher um dos assentos majoritários da aliança. 

“Sei que o PL quer ter senadores, e estou pronto para construir isso com o PL. Não me arvoraria a dizer quais são os nomes — o PL tem ótimos nomes”, disse, nesta segunda-feira (23), durante café da manhã com jornalistas em Belo Horizonte.

Vários filiados ao PL emergem como postulantes à Casa Alta do Congresso Nacional. Entre eles, estão Domingos Sávio, presidente estadual do partido e deputado federal, o vereador belo-horizontino Vile dos Santos, o deputado estadual Cristiano Caporezzo e o deputado federal Eros Biondini.

Recentemente, o influenciador Marco Antônio Costa, o “Superman”, se mudou de São Paulo (SP) para Lagoa Santa (MG) com o objetivo de cacifar uma candidatura ao Senado pelo partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. A participação de Superman na disputa, entretanto, é rechaçada por lideranças do PL mineiro.

Marcelo Aro, por seu turno, concorreu a senador em 2022, mas terminou na terceira colocação. Na secretaria de Governo, o ex-deputado federal é um dos principais articuladores políticos da gestão liderada por Romeu Zema (Novo).

Simões afirma, ainda, ter o desejo de discutir com outros setores da direita e da centro-direita as possibilidades para a vaga de candidato a vice-governador. Ele classificou como “ótimos” nomes já cotados para o posto, como o empresário Alex Coelho Diniz e os deputados Domingos Sávio e Eros Biondini, também aventados para a corrida ao Senado.

Embora nutra a vontade de caminhar ao lado de PSD e Republicanos, o vice de Zema diz que as conversas com as duas siglas precisam ocorrer mais adiante, uma vez que as legendas têm os senadores Rodrigo Pacheco e Cleitinho Azevedo em seus quadros, respectivamente. Os dois parlamentares são cotados para disputar o Palácio Tiradentes. Na visão de Simões, os debates com agremiações que, neste momento, possuem pré-candidatos, só podem acontecer após eventual sinalização de que chapas próprias não serão apresentadas.

Deputados podem ser trunfo para atrair o PSD

Simões tem boa relação com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, com quem costuma conversar periodicamente sobre a conjuntura política. O vice de Zema, inclusive, já sinalizou ao dirigente que, caso a candidatura de Pacheco não saia do papel, gostaria de iniciar tratativas com os pessedistas a respeito de uma eventual aliança. O mesmo vale para um cenário de desfiliação do senador dos quadros pessedistas.

Em Minas, o presidente do PSD é o deputado estadual Cássio Soares, que lidera um dos blocos de apoio ao governo Zema na Assembleia Legislativa (ALMG). O apoio de parlamentares da legenda ao Executivo estadual, aliás, é um dos trunfos de Simões na busca por uma eventual composição.

“O PSD é o maior partido da base. Tenho grandes expectativas de que a gente consiga caminhar junto. É importante para nós. São 11 deputados. Nenhum deles jamais votou contra o governo nas coisas importantes que temos lá (na Assembleia)”, apontou.

A candidatura de Rodrigo Pacheco, vale lembrar, é um desejo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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