O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (Novo), não acredita que Romeu Zema, correligionário e governador do estado, concorrerá a um assento no Congresso Nacional no ano que vem. Segundo Simões, Zema não demonstra a intenção de buscar uma vaga no Senado Federal. Na visão do vice, o chefe do Executivo tem conteúdo suficiente para dar contribuições à “discussão nacional” sobre a Presidência da República.
“O governador não é um homem talhado para o Legislativo. Ele é talhado para o Executivo. Acho que ele tem mais a entregar na discussão nacional”, disse Simões, nesta segunda-feira (23), durante café da manhã com jornalistas.
O Novo deseja ter Zema como candidato a presidente. O chefe do Executivo vem buscando ampliar as pontes com vistas a uma eventual candidatura nacional e tem conversado, inclusive, com expoentes do liberalismo econômico nacional. No início do mês, se encontrou com Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central.
No início do mês, em entrevista à “Folha de S. Paulo”, Zema defendeu a unificação de setores da direita em torno de uma candidatura única ao governo federal. O plano prioritário, afirmou, é o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — que, para entrar no páreo, precisa se livrar de uma inelegibilidade determinada pela Justiça Eleitoral.
“Fico satisfeito de ver que a direita tem várias opções e, quanto mais opções, mais chances, diferentemente da esquerda. Continuo confiante de que o presidente Bolsonaro possa ter os seus direitos políticos reconquistados e venha a ser o candidato. Se ele for, com toda certeza a direita vai trabalhar unida em torno do nome dele”, apontou.
Sem Zema como postulante ao Senado, Simões, pré-candidato ao governo, já traçou os caminhos que pretende seguir para definir os candidatos à Casa Alta do Congresso que terão seu apoio. Um deles é o secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro, do PP; o outro, pode sair das fileiras do PL.
