O empresário Vladimir Padalko, vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria da Rússia, presenteou Aloysio Nunes com cédulas de brincadeira de uma imaginária moeda dos BRICS.
O gesto foi na quarta passada (18), no painel Rússia-Brasil durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, tradicional evento anual realizado desde 1997 na segunda cidade mais populosa da Rússia.

Nunes participou do fórum na condição de chefe de Assuntos Estratégicos do escritório da ApexBrasil na Europa.
“Queria pedir a vocês para sorrirem”, disse Padalko aos políticos e empresários do painel. Ele contou então que uma gráfica na cidade de Kirzhach imprime cédulas da imaginária moeda dos BRICS para cada cúpula do bloco.
Na cúpula dos BRICS em Kazan, em outubro, o próprio presidente Putin recebeu uma dessas cédulas.
“Hoje temos aqui o Aloysio, ele chefia a agência de investimentos, que atrai investimentos, certo?”, prosseguiu Padalko. Uma das missões da Apex, de fato, é promover investimentos estrangeiros no Brasil. “A gente queria te dar um pouco de dinheiro dos BRICS. E essa vai ser nossa contribuição para a sua agência”.
Padalko se levantou e entregou as cédulas de brincadeira a Aloysio. Alguns presentes bateram palmas e sorriram.
Nunes falou a O Fator sobre o gesto de Padalko.
“Ele brincou, me deu de presente – uma fantasia que ele criou ali, como se fosse uma moeda dos BRICS”, disse o ex-senador e ex-ministro das Relações Exteriores.
Em discurso na cúpula dos BRICS de 2023, em Joanesburgo, Lula disse que a “criação de uma moeda para as transações comerciais e de investimento entre os membros do BRICS aumentam (sic) nossas opções de pagamento e reduzem nossas vulnerabilidades”.
A proposta não era de uma moeda como o euro, mas de uma moeda específica para comércio e investimento.
A ideia não teve progresso. Em vez disso, os países dos BRICS têm preferido aumentar as transações entre si nas próprias moedas, evitando o dólar, mas sem criar outra moeda.
“Claro que o dólar continuará sendo ainda a moeda de transações, a moeda mais corrente nas transações internacionais”, disse Nunes a O Fator.
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