O deputado federal Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG) afirmou nesta quarta-feira (25) que não foi convidado nem sondado para assumir a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, atualmente chefiada por Leônidas Oliveira. A declaração foi enviada a representantes dos setores de cultura e turismo do estado, em meio à repercussão de rumores sobre mudanças no comando da pasta.
“Jamais fui convidado ou sequer sondado para o cargo. Importante dizer também que, se porventura recebesse qualquer convite, sem sombra de dúvida declinaria, pelo simples fato de estar comprometido em Brasília, exercendo o cargo de deputado federal e ocupando a presidência da Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados”, afirmou o parlamentar.
Na semana passada, o site BHAZ publicou supostas movimentações para substituir Leônidas Oliveira, secretário desde 2021. O Fator apurou que setores do governo mineiro de fato discutiram a hipótese de convidar Marcelo Álvaro Antônio para a secretaria. As conversas, porém, não resultaram em abordagem formal ao deputado.
Na mesma mensagem desta quarta-feira, Marcelo Álvaro Antônio elencou projetos realizados enquanto ministro do Turismo, função que exerceu entre 2019 e 2020, no governo Jair Bolsonaro (PL). O deputado mencionou a transformação da Embratur em Agência Internacional, a conquista do escritório da Organização Mundial do Turismo (OMT) no Brasil, o aumento no orçamento do Fungetur, a concessão de Parques Nacionais à iniciativa privada e o lançamento do programa Investe Turismo.
“Todo esse trabalho foi debaixo de uma perseguição implacável contra minha pessoa”, finalizou.
No texto, Marcelo Álvaro Antônio reiterou que não há convite, tratativa ou interesse em assumir pasta no governo mineiro: “Reafirmo, portanto, que não existe absolutamente nenhum convite ou conversa nesse sentido, muito menos qualquer interesse da minha parte”.
A aproximação do governo Zema com o PL, partido de Marcelo Álvaro Antônio, é vista como estratégica no Estado, especialmente diante das articulações para as eleições de 2026. O Novo busca ampliar sua base e fortalecer a pré-candidatura do vice-governador Mateus Simões, e a aliança com o PL é considerada potencialmente decisiva.