Quatro projetos em Congonhas homologados nos últimos dois meses pelo Ministério da Cultura já somam mais de R$ 60 milhões em captações autorizadas via Lei Rouanet.
O mais recente deles é o Projeto Quadrienal do Parque Natural da Romaria, autorizado a captar até R$ 15,5 milhões. A portaria foi publicada na quinta passada (3).
O objetivo do projeto é uma “programação contínua de atividades culturais e educativas” no parque, com “oficinas, palestras e atividades voltadas para patrimônio material e imaterial”.
A captação está a cargo do Instituto Cultural Aurum, sediado em Ouro Preto. Procurado desde quinta passada (3), o Aurum não respondeu às perguntas de O Fator.
O Aurum também é responsável pela captação do Plano Quadrienal do Museu de Congonhas, autorizado a captar até R$ 16,6 milhões.
A Fundação Municipal de Cultura conseguiu autorização para captar até R$ 24,5 milhões para expansão desse mesmo museu, e construção da Galeria dos Profetas.
E o Instituto Base, sediado em Brasília, foi autorizado a captar até R$ 3,4 milhões para conservação e melhorias no Santuário do Senhor Bom Jesus de Matozinhos.
Procurada várias vezes desde semana passada, a prefeitura de Congonhas não respondeu a O Fator se o Aurum enviou os projetos a pedido da prefeitura.
No mês passado, a prefeitura e a basílica deram informações desencontradas sobre a captação para o santuário. A prefeitura informou que “não teve participação”, mas o assessor de imprensa da basílica dizia aguardar uma reunião com o prefeito, Anderson Cabido (PSB), “para podermos dar algum pronunciamento”.
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