A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) vai estender a todo o funcionalismo municipal as vantagens negociadas com os trabalhadores da educação após a greve de 29 dias. Entre os benefícios estão a recomposição de 2,4% nos salários a partir de 2026, o aumento de 58,6% no vale-alimentação para quem trabalha 40 horas semanais e a criação de um auxílio para quem cumpre expediente inferior a 40h por semana, já a partir deste ano.
As medidas, confirmadas a O Fator, alcançam 14 categorias, incluindo comissionados e aposentados. Antes de começarem a vigorar, elas precisam ser aprovadas pela Câmara Municipal.
“Esses benefícios já estavam no nosso radar. O prefeito Álvaro Damião iria concedê-los a todos, mas o anúncio seria mais para frente. Porém, preferimos formalizar tudo agora”, afirmou o Secretário de Governo do município, Guilherme Daltro.
Recomposição inflacionária
O índice de 2,4% corresponde à recomposição inflacionária acumulada entre 2017 e 2022. Ele será aplicado sobre os vencimentos e gratificações que estejam diretamente atrelados ao salário base e incorporado à folha de fevereiro de 2026, com pagamento retroativo a janeiro do mesmo ano.
Antes disso, os servidores municipais já receberão reajuste de 2,49% em 2025, com efeito retroativo a maio deste ano.
Vale alimentação
Atualmente, os servidores que trabalham 40h semanais recebem R$ 37,81. O valor saltará para R$ 60.
Já quem trabalha menos de 8h diariamente e não recebia auxílio alimentação, agora vai receber. O valor vai girar entre R$ 16,67 e R$ 25 por dia, de acordo com a carga horária cumprida pelo servidor. Professores que atuam em apenas um turno, por exemplo, poderão receber R$ 18,75 diários.