O Conselho de Ética Pública do governo de Minas Gerais arquivou, nessa quarta-feira (16), o processo que apurava a participação da consultora Isadora Chansky Cohen, esposa do então secretário de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Fernando Scharlack Marcato, em reuniões da pasta.
A apuração foi aberta após relatos internos sobre a presença de Isadora em agendas sobre políticas de concessões e parcerias do Estado. Atualmente na equipe da ICO Consultoria, ela acumula passagem por cargos de peso no setor público: foi secretária executiva de Transportes Metropolitanos de São Paulo (2022-2023) e responsável pela Unidade de Parcerias Público-Privadas do governo paulista entre 2015 e 2019.
Marcato, que agora também integra o time da ICO Consultoria, comandou a secretaria mineira de 2020 a 2023, indicado pelo governador Romeu Zema (Novo). Ele deixou o cargo em fevereiro do ano passado, após quase três anos à frente de projetos estruturantes.
Procurado por O Fator, o ex-secretário afirmou que a denúncia possuía um “viés político”. Segundo ele, o arquivamento comprova a ausência de fundamentos da acusação.
“A denúncia tinha viés político e estava inserida no âmbito de uma campanha promovida por grupos de interesse que estavam interessados em alterar o projeto do Rodoanel. A intenção era aprovar mudanças no traçado do projeto que se mostraram mais onerosas ao governo, mas que valorizavam terrenos privados e até mesmo infraestruturas para aviões particulares. O arquivamento mostra que as denúncias eram vazias, tal como todas as ações judiciais movidas contra o projeto e contra mim e outros funcionários públicos. Por esse motivo, todas foram arquivadas”, afirmou.
