O anúncio, por parte do diretório nacional do Partido Novo, de um evento para lançar a pré-candidatura presidencial de Romeu Zema animou aliados do governador mineiro, mas não propriamente pelo fato de a atividade servir para oficializar os planos da legenda na corrida ao Palácio do Planalto. O entendimento é que o compromisso, marcado para 16 de agosto, em São Paulo (SP), pode ajudar apressar as conversas pelas montagens dos palanques regionais de Zema.
Como O Fator já mostrou, interlocutores próximos ao governador têm demonstrado insatisfação com a postura da Executiva nacional do Novo ante estados do Norte e do Nordeste. A avaliação é que a cúpula nacional do partido tem conduzido com lentidão as tratativas para a construção das chapas locais.
O evento de lançamento da pré-candidatura de Zema deve contar com a participação de filiados ao Novo de diversos estados. Assim, a Câmara Americana de Comércio (Amcham), sede da solenidade, deve ter seus bastidores tomados por articulações internas com vistas a 2026.
Sob reservas, entusiastas da candidatura presidencial de Zema têm criticado decisões tomadas pelo diretório nacional da legenda e por instâncias estaduais. Um dos exemplos diz respeito ao Amazonas, em que a filiação do coronel Alfredo Menezes, alinhada por interlocutores do partido que defendem a participação do governador mineiro na corrida ao Planalto, acabou barrada.
O plano era ter Menezes, que concorreu ao Senado Federal em 2022 pelo PL, como candidato do Novo amazonense à Casa Alta do Congresso Nacional. O diretório estadual, entretanto, vetou a filiação. O discurso público é que não houve negociação para tal.
“A Executiva Nacional do partido Novo informa que não há tratativas em curso com o Coronel Menezes e que ele não está em processo de filiação à legenda. Qualquer informação em sentido contrário não procede e não partiu de fontes oficiais do partido”, diz texto publicado pelo Novo-AM no início de julho.
