O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), não participará da reunião do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), com chefes de Executivos estaduais para debater saídas ao possível tarifaço dos Estados Unidos da América (EUA) às exportações brasileiras. O encontro está marcado para esta quarta-feira (30), em Brasília (DF).
Ao “UOL”, nesta terça-feira (29), Zema garantiu que, apesar da ausência, o governo mineiro terá representante no encontro, que ocorrerá no âmbito do Fórum Nacional de Governadores. A emissária do Palácio Tiradentes na agenda deverá ser Mila Corrêa, secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico.
“A reunião vai ser amanhã cedo. Foi marcada um pouco em cima da hora. Já tenho compromissos em Belo Horizonte que não consigo alterar”, disse Zema. “Tenho uma agenda, como muitos outros governadores, planejada com alguns dias de antecedência. Me informaram que não é possível eu estar, neste momento, indo (a Brasília)”, completou.
Embora não viaje até a capital federal, Zema participará, também nesta quarta, de outro evento ligado ao tarifaço do presidente Donald Trump. O encontro, organizado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), servirá para que o chefe do Executivo escute, de líderes setoriais, os efeitos da medida anunciada pela Casa Branca.
O tarifaço está previsto para começar a valer em agosto. Em Minas, há preocupações quanto aos impactos em áreas como a siderurgia e a da produção de café.
Um estudo da Fiemg mostra que a nova taxa pode fazer o Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais pode cair até R$ 6,7 bilhões a curto prazo, podendo gerar uma queda de até R$ 21,5 bilhões em 5 a 10 anos.
Crítica a Lula
Apesar de reconhecer o impacto da aliança ideológica entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e Donald Trump no anúncio do governo norte-americano, Zema associou o caso ao que chamou de “inabilidade” do Palácio do Planalto.
“Tudo isso está acontecendo, posso afirmar, devido à inabilidade do governo federal, principalmente do presidente Lula, que tem atacado um dos maiores clientes do Brasil, tem se aliado a detratores dos Estados Unidos. Tudo isso tem contribuído para que houvesse essa retaliação. Era questão de tempo. Eu, que venho do setor privado, em especial do comércio varejista, sei que você precisa tratar bem o cliente. Você não precisa concordar com ele ou questionar o que ele faz na casa dele”, falou.
