Ex-presidente de fundo previdenciário no interior de Minas é inabilitado a exercer cargos públicos

Decisão, tomada pelo TCE nesta semana, se estende a ex-assessor da autarquia e está fundamentada em transferências irregulares
O pleno do TCE de Minas
Decisão foi tomada na terça-feira (5) pelo Pleno do TCE-MG. Foto: Daniele Fernandes/TCEMG

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) tornou inabilitado para ocupar cargos públicos por oito anos o ex-presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Caparaó (Previcap), Ricardo de Souza Ferreira. A penalidade, imposta por desvio de recursos públicos, foi estendida a Lucas Pereira Souza Portilho, ex-assessor contábil da entidade da cidade da Zona da Mata.

A decisão foi proferida pelo Pleno da Corte de Contas na terça-feira (5). A sentença confirma determinação da Primeira Câmara do Tribunal, que em abril deste ano aplicou multa de R$ 1,9 milhão a Ferreira. Portilho, por sua vez, acabou condenado a pagar R$ 341 mil.

A sanção de inabilitação para cargos públicos impede Ferreira e Portilho de disputar eleições e também de assumir funções de confiança nas esferas estadual e municipal. 

A decisão do Pleno do TCE foi tomada de forma unânime, uma vez que todos os conselheiros seguiram o parecer do relator, Hamilton Coelho.

A denúncia a respeito do Previcap foi encaminhada à Corte por Joselene Pinto Miranda Dornelas, atual presidente da entidade.

A ferramenta de inabilitação, cabe lembrar, para cargos públicos tem respaldo da Justiça Comum. A sanção é interpretada como a pena máxima que as Cortes de Contas podem impor a servidores.

Ressarcimento

A sentença de abril, publicada pela Primeira Câmara, não se restringe às multas individuais. Ferreira e Portilho também foram condenados a ressarcir os cofres do Previcap em R$ 509 mil.

O valor do ressarcimento foi definido com base em 247 transferências eletrônicas feitas das contas do Previcap com destino a contas pessoais de Portilho. O repasse dos recursos aconteceu entre dezembro de 2016 e fevereiro de 2021.

Outro reembolso, de cerca de R$ 806 mil, foi imposto individualmente a Ferreira. O ex-presidente do Previcap terá de devolver os valores em razão de 89 transferências financeiras da conta bancária da autarquia para suas contas pessoais. O valor ainda contempla 262 operações para contas de pessoas não identificadas. 

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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