Governo Zema desiste de federalização da EMC

Decisão foi tomada porque o governo federal sinalizou não ter interesse em receber a estatal que administra rádio e TV públicas
Sede da EMC, controladora da Rede Minas e da Rádio Inconfidência. Foto: Divulgação
Sede da EMC, controladora da Rede Minas e da Rádio Inconfidência. Foto: Divulgação

O governo de Minas Gerais vai pedir o arquivamento do projeto que autoriza a federalização da Empresa Mineira de Comunicação (EMC) no âmbito do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). A decisão foi tomada porque o governo federal sinalizou não ter interesse em receber a estatal, responsável pela emissora televisiva Rede Minas e pela Rádio Inconfidência.

A informação sobre o pedido de retirada de tramitação do texto da EMC foi confirmada nesta terça-feira (12) pelo vice-governador Mateus Simões, do Novo.

Segundo Simões, com a saída da EMC da equação, uma outra empresa, a MGI Parcerias S/A, ganha mais força nas tratativas pelo equacionamento do débito, que supera os R$ 160 bilhões.

“A saída da EMC é o que faz crescer a importância de a gente oferecer a MGI (à União)”, disse.

A MGI detém 5,97% do capital da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), já oferecida à União.

Para uma eventual federalização da MGI, não é preciso aprovar lei específica, como já aconteceu com a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig).

Uma eventual dação da empresa seria viabilizada pela Assembleia apenas com a lei geral de federalizações no âmbito do Propag.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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