Cleitinho sobre disputa pela Presidência: ‘Se me chamarem, estou pronto para a guerra’

O senador mineiro passou a ser mencionado em articulações da direita para a corrida ao Palácio do Planalto
Cleitinho Azevedo
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) também é cotado para o governo de Minas. Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador mineiro Cleitinho Azevedo (Republicanos) afirmou que está à disposição caso seja chamado para disputar a Presidência da República nas eleições de 2026. 

Como O Fator mostrou, o nome do parlamentar passou a ser citado em rodas de direita próximas a Jair Bolsonaro (PL), que avalia possíveis sucessores para representar o campo conservador no pleito.

Em entrevista a O Fator, Cleitinho disse não ter recebido convite oficial de nenhum partido para concorrer, mas avaliou que teria força para enfrentar Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Só tenho a agradecer por ser lembrado. Eu estou à disposição. Se me chamarem para a guerra, estou pronto. Acredito que, se meu nome for colocado, com muito trabalho posso crescer”, disse.

Questionado sobre a possibilidade de disputar o governo de Minas Gerais no pleito do ano que vem, o senador afirmou que ainda não tomou uma decisão e segue avaliando os cenários.

Cleitinho também recebeu sondagens de outras legendas para trocar de partido. No entanto, ele declarou que permanece no Republicanos. 

Pesquisas

O Fator revelou, na quinta-feira (14), que o nome de Cleitinho começou a ser testado por partidos em pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República.

Entre as siglas que encomendaram os levantamentos estão o Republicanos, partido do mineiro, e o PRTB, do coach Pablo Marçal.

O objetivo é medir a viabilidade eleitoral em um cenário de fragmentação da direita, marcado pela ausência de Jair Bolsonaro, inelegível até 2030, o que abre espaço para novas lideranças. 

No Republicanos, outro nome que aparece nas sondagens é o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que enfrenta resistência dentro da própria família Bolsonaro.

O início da conversa

O nome de Cleitinho passou a circular entre aliados de Bolsonaro depois que o ex-presidente afirmou a correligionários que o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), não é o candidato ideal para representar a direita em 2026.

No cenário de indefinições e desconfianças em relação a outros pré-candidatos, Cleitinho passou a ser mencionado, ainda que de forma incipiente. 

A avaliação entre bolsonaristas é de que ele demonstra lealdade a Bolsonaro e tem como trunfo sua força nas redes sociais. Por outro lado, seu temperamento impulsivo é visto como um ponto de atenção.

A dúvida no grupo é: “Até quando e de que forma seria possível administrar o senador em uma campanha eleitoral e, posteriormente, no cargo?”.

Caiado 

Outros presidenciáveis também observam o parlamentar mineiro. Como mostrou O Fator, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), aproveitou um encontro com Cleitinho, na última semana, para sondá-lo. 

Perguntou se ele estaria disposto a abrir mão da pré-candidatura ao governo de Minas para, eventualmente, concorrer a vice-presidente em sua chapa. O senador não respondeu ao questionamento feito em tom descontraído.

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