Em todo o país, pré-candidatos de diversos partidos buscam alianças com o PL, de olho no apoio de figuras midiáticas da sigla e na adesão do eleitorado conservador que ela atrai. Em Minas Gerais, o cenário não é diferente. Mas os dirigentes da legenda de Jair Bolsonaro (PL) já têm avisado aos ansiosos que será preciso esperar.
A sigla hoje tem apenas uma preocupação: o julgamento do ex-presidente, marcado para 7 de setembro, por tentativa de golpe de Estado na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Já é dado como certo por políticos próximos a Bolsonaro que somente um “milagre” pode livrá-lo de uma condenação.
Nesse cenário, o PL já pensa em como irá definir os rumos da agremiação com um acesso mais limitado a Bolsonaro, mas que vai continuar com o poder de decisão sobre os rumos da disputa à Presidência da República. E é justamente o quadro nacional que vai pautar as decisões dos diretórios estaduais nas eleições de 2026.
Internamente, já há uma diretriz de que as alianças nos estados deverão seguir o alinhamento da coligação formada para o Palácio do Planalto. A intenção é evitar composições com partidos de centro-esquerda ou com candidatos que não tenham demonstrado fidelidade total a Bolsonaro.
Em Minas Gerais, o vice-governador e pré-candidato ao comando do estado, Mateus Simões (Novo), tenta costurar uma aliança com o PL. A sigla ainda não lançou nome para a disputa, mas o do deputado federal Nikolas Ferreira tem aparecido pontuando bem em pesquisas de intenções de votos. Ele, no entanto, não tem demonstrado interesse.
Questionado sobre definições para o pleito do ano que vem, o presidente do PL em Minas, o deputado federal Domingos Sávio, afirmou a O Fator que o momento é de cautela. Segundo ele, o partido no estado vai ter como referência o que for decidido nacionalmente por Bolsonaro e o presidente nacional da legenda, Valdemar da Costa Neto.
“A gente sempre deixou claro, em Minas, que torce pela união da direita e da centro-direita, e que essa união deve acontecer em harmonia com a candidatura nacional. O PL terá candidato à Presidência da República. O PL é a alternativa para tirar a esquerda do comando do país. A candidatura nacional do PL estará em sintonia com Minas”, disse.
“O jogo ainda está sendo construído. Não queremos nos precipitar, mas muita coisa pode acontecer em termos de aliança. E a aliança nacional vai repercutir em Minas. Isso tem uma razão estratégica: perder a eleição em Minas, como aconteceu em 2022, não pode se repetir. Por isso, é preciso prudência”, completou Domingos.