A ideia citada — e descartada — para viabilizar a tarifa zero nos ônibus de BH

Prefeitura ainda não acredita ser viável a implantação da gratuidade no transporte coletivo da capital
Belo Horizonte terá um novo contrato de concessão do transporte público a partir de 2028. Foto: PBH

Vereadores de Belo Horizonte conversaram com o secretário municipal de Governo, Guilherme Daltro, nesta quarta-feira (20), sobre a viabilidade do tarifa zero universal no sistema de ônibus da cidade.

Uma alternativa mencionada na reunião, mas logo descartada, inclusive pelos parlamentares, foi o free flow, sistema de pedágio em que os motoristas pagam tarifas relacionadas ao tamanho do trecho percorrido, a exemplo do que acontece em algumas rodovias país afora. As receitas obtidas com a taxa, que seria aplicada a condutores de veículos pessoais, seria revertida para o funcionamento do transporte coletivo.

Participaram da reunião com Daltro os vereadores Bruno Pedralva (PT), Iza Lourenço (Psol) e Janaína Cardoso (União Brasil). A comitiva da Câmara levou, para a agenda, o cientista político Giancarlo Gama, que realizou uma pesquisa sobre o modelo de transporte público de Belgrado, capital da Sérvia.

Com 1,7 milhão de habitantes, Belgrado se tornou neste ano a maior cidade europeia a adotar a gratuidade no sistema de mobilidade urbana.

A O Fator, Daltro explicou porque, por ora, a Prefeitura de BH não estuda lançar mão do modelo free flow.

“O free flow não é uma das opções colocadas por agora. Não há nem estudos elaborados sobre essa alternativa. Vamos acompanhar o resultado das obras estruturantes, juntamente com o novo corredor BRT Amazonas na vazão do trânsito. Isso já é previsto a curto e médio prazos”, afirmou.

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