A eleição do senador Carlos Viana (Podemos-MG) para a presidência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) obrigou a base governista a mudar a estratégia de atuação.
Sem aliados no comando da CPMI ou na relatoria, entregue ao deputado federal Alberto Gaspar (União Brasil-AL), os apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tiveram de abandonar a ideia inicial, que previa a apresentação de um grande número de requerimentos de convocação.
“Com a nossa derrota, teremos de ser mais certeiros em nossos requerimentos, para que eles sejam aprovados. Um depoimento nas sessões da CPMI que nós já requeremos é o do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL)”, diz a O Fator o deputado federal Rogério Correia (PT-MG).
Antes da vitória de Viana, os governistas se preparavam para emplacar o senador Omar Aziz (PSD-AM) na presidência da comissão.
O plano dos aliados de Lula na CPMI é apontar que os problemas no INSS tiveram início durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), e não em 2023, como defende a oposição.
“Nossa ideia é começar a CPMI de forma cronológica, resgatando os primeiros indícios de corrupção desde 2016”, pontua Rogério.
Além de Viana e Rogério, a bancada mineira tem, como representantes da comissão, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e os deputados Mario Heringer (PDT) e Bruno Farias (Avante).
As votações dos primeiros requerimentos estão marcadas para a próxima terça-feira (26).