Por que reforma tributária é pauta de encontro nacional de auditores fiscais em BH

Representantes de instâncias estaduais do fisco estão preocupados com pontos de um dos projetos de lei do pacote tributário
Encontro da Fenafisco em BH
Encontro da Fenafisco vai até esta sexta-feira (22). Foto: Fenafisco/Divulgação

Auditores fiscais das Receitas Estaduais defendem que o avanço, no Congresso Nacional, do projeto de lei complementar (PLP) que institui o comitê gestor criado a reboque de um dos impostos oriundos da reforma tributária só aconteça após a análise de possíveis impactos na autonomia dos entes federativos. A proposição em debate no Legislativo institui uma comissão para monitorar o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

A necessidade de tirar dúvidas quanto ao PLP do comitê do IBS é um dos temas do encontro da Federação Nacional dos Fiscos Estaduais e Distrital (Fenafisco), que termina nesta sexta-feira (22) e ocorre em Belo Horizonte.

O PLP aborda, ainda, a destinação dos saldos remanescentes do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de incidência estadual, que deixará de valer quando a reforma estiver plenamente em vigor. O objetivo das mudanças tributárias é fundir o ICMS ao Imposto sobre Serviços (ISS), de natureza municipal, dando forma ao IBS.

“O PLP define pontos sensíveis da arrecadação, da fiscalização e da autonomia federativa. Precisamos avaliar seus impactos antes que avance no Congresso”, diz Matias Bakir, presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais (Sindifisco-MG).

A Fenafisco tem aproveitado os encontros nacionais para reivindicar, ao governo federal, medidas como a implantação de um Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF). Apesar da cobrança, o plano da União de estender, até contribuintes que ganham R$ 5 mil ao mês, a faixa de isenção do Imposto de Renda, é apoiado pela entidade.

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