A entrevista concedida ao “Roda Viva” da TV Cultura, nessa segunda-feira (25), marcou uma mudança de discurso do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), em relação à pré-campanha à Presidência da República. Durante a sabatina, Zema afirmou que manterá a candidatura até o fim, mesmo se o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), entrar na disputa.
No meio do mês, entretanto, durante evento organizado pelo Novo para lançá-lo como pré-candidato, Zema citou movimentos ocorridos nos pleitos de 2018 e 2022 para não descartar composições.
No “Roda Viva”, ao ser questionado pela jornalista Vera Magalhães, Zema negou a possibilidade de ser vice de outro candidato posicionado à direita.
“Está definido que nós iremos até o fim. Em toda a minha carreira, tanto no setor privado quanto no setor público, eu fui a pessoa que montou o time, que coordenou. Administro de maneira descentralizada. Quem trabalha comigo, gosta. Gosto de ver os grandes números. Aquele ‘detalhezinho’ é o secretário que precisa resolver. Preciso ver a tendência”, disse.
Em 16 de agosto, entretanto, o governador mineiro lembrou da conjuntura anterior à eleição que o levou pela primeira vez ao Palácio Tiradentes. Àquele momento, o agora senador Rodrigo Pacheco — então no DEM — lançou uma pré-candidatura ao Executivo estadual, mas abriu mão da empreitada para apoiar Antonio Anastasia, que estava nos quadros do PSDB. Fora da corrida pelo governo, Pacheco concorreu a um assento na Casa Alta do Congresso. No mesmo ano, Marcio Lacerda, ex-prefeito de Belo Horizonte, não conseguiu convencer o PSB a registrar sua candidatura a governador.
“Já participei de duas campanhas, (em) 2018 e 2022. Sempre falo que, no decorrer da campanha, ajustes feitos pelos partidos políticos sempre são possíveis. Em 2018, um atual senador por Minas Gerais começou como pré-candidato (ao governo). De repente, foi candidato ao Senado. Tivemos um pré-candidato, ex-prefeito de Belo Horizonte, que o partido resolveu tirá-lo da disputa. Vejo com naturalidade essas mudanças na política. Vai depender muito das conversas entre os partidos. Os candidatos, muitas vezes, são considerados — e, outras vezes, não. Mas o nosso projeto é permanecer candidato”, pontuou Zema, no evento partidário.
Candidato até em cenário com Tarcísio
Embora diga ter ouvido de Tarcísio que a prioridade do governador paulista é a candidatura à reeleição, Zema garantiu, durante o programa da TV Cultura, que uma eventual participação do político do Republicanos na corrida presidencial não altera seus planos.
“Manteremos a candidatura (mesmo se Tarcísio for candidato). Vamos trabalhar lado a lado e, em um segundo turno, aquele que for, com certeza terá o apoio (do outro)”, projetou.
