Ex-vereador Léo Burguês pagou R$ 337 mil em acordo para encerrar ação por uso ilegal de verba da Câmara de BH

Ex-presidente da Casa era processado por ter utilizado recursos de gabinete para fins pessoais; pagamento foi feito de uma vez só
Léo Burguês utilizou dinheiro da Câmara para comprar lanches em loja da madrasta. Foto: Divulgação/CMBH
Léo Burguês presidiu a Câmara de BH entre 2011 e 2015. Foto: Divulgação/CMBH

O ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Léo Burguês, pagou R$ 337 mil para encerrar um processo em que era acusado de utilizar verba de gabinete para despesas pessoais. O acordo foi firmado junto ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e homologado pela Justiça após longa disputa judicial que durou 14 anos.

O caso teve início após investigação do MPMG que identificou que, entre 2009 e 2011, o então vereador fez uso indevido da verba indenizatória disponibilizada pela Câmara Municipal. A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público moveu ação civil pública, cuja sentença determinou o ressarcimento aos cofres municipais no valor de R$ 71 mil, além do pagamento de multa civil de 15 vezes o valor de seu salário como vereador. Com as correções, a dívida chegou a R$ 587.848,46 em 2019.

O acordo de não persecução cível foi celebrado em novembro de 2024 e reduziu significativamente o valor final a ser pago. Pelo termo firmado, Léo Burguês comprometeu-se a quitar R$ 297.379,45 a título de ressarcimento e mais multa civil de 20% desse valor, totalizando por volta de R$ 337 mil.

A quantia foi paga de uma vez só, em maio deste ano.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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