Pré-candidato ao governo de Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aproveitou um post do vice-governador Mateus Simões (Novo), também pré-candidato ao Palácio Tiradentes, para dizer que os dois estarão “unidos” na eleição do ano que vem. A declaração, dada nesta segunda-feira (1°), é, segundo apurou O Fator, parte de um cálculo eleitoral que considera, sobretudo, pesquisas de intenção de voto.
Simões utilizou a postagem, disponível no Instagram, para se solidarizar com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ante críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Cleitinho utilizou a caixa de comentários da publicação para relacionar o assunto à disputa eleitoral do ano que vem.
“É isso aí, Mateus. (No) ano que vem estaremos unidos para não deixar essa turma governar nunca mais o nosso estado de Minas”, escreveu.
A fala de Cleitinho não representa alinhamento automático à pré-candidatura de Simões. A avaliação de interlocutores do Republicanos é que, ao pregar união das forças políticas à direita, o senador defende que os partidos desse espectro político se aglutinem em torno da candidatura que se mostrar mais viável.
Nesse sentido, o entendimento é que Cleitinho, por estar à frente de Simões nos levantamentos mais recentes, levaria vantagem. Caso o vice de Romeu Zema (Novo) apareça em posição melhor que o parlamentar nas sondagens do ano que vem, entretanto, auxiliares garantem que Cleitinho não teria dificuldades em abrir mão de uma candidatura própria para apoiá-lo.
Teoria de Schelling
Mateus Simões, por seu turno, já disse publicamente que gostaria de receber o apoio de Cleitinho no ano que vem. No fim de junho, durante encontro com jornalistas, o vice-governador afirmou interpretar que, para fins de candidatura, seu momento tende a ser melhor que o do senador.
A avaliação está alicerçada no fato de Cleitinho ter, depois de 2026, mais quatro anos como senador. Já Simões, que deve assumir o governo em abril do ano que vem com a desincompatibilização de Romeu Zema, só poderia pleitear a reeleição.
Ao metaforizar a opinião, Simões recorreu até mesmo ao economista Thomas Crombie Schelling, que cunhou uma teoria para tratar, sobretudo, de conflitos nucleares. Na tese de Schelling, se dois carros estiverem prestes a se chocar frontalmente, o condutor responsável pelo veículo que desviar a trajetória primeiro é o perdedor.
O futuro partidário de Mateus Simões, cabe lembrar, é incógnita. Ele pode se mudar para o PSD, hipótese publicamente admitida por Zema.
