A troca do local escolhido para sediar a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Belo Horizonte, nesta quinta-feira (4), não surtiu o efeito esperado. A atividade no Aglomerado da Serra, inicialmente programada para a Praça do Cardoso, na entrada da comunidade, foi transferida para o Campo do Najá a fim de comportar mais espectadores. Durante a agenda, entretanto, O Fator constatou clarões entre a plateia e assentos vagos.
A expectativa era de que 4 mil pessoas assistissem ao evento, organizado para oficializar um programa voltado à distribuição de botijões de gás de cozinha. Mesmo durante a fala de Lula, além das cadeiras vazias, houve pessoas deixando o Campo do Najá
Lideranças comunitárias do Aglomerado da Serra confirmaram a O Fator que houve falhas na mobilização popular para o evento. O público, admitiram, ficou aquém do projetado.
Segundo apurou a reportagem, nos últimos dias, pessoas ligadas ao PT e à Prefeitura de Belo Horizonte participaram, voluntariamente, de “vaquinhas” coletivas para financiar o aluguel de ônibus para levar simpatizantes do presidente ao evento e, assim, ampliar o público presente.
Procurada, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) informou que não divulga a estimativa de público de eventos com a participação do chefe do Executivo federal.
Busca por aproximação
A estratégia de Sidônio Palmeira, ministro da Secom, tem sido a de aproximar Lula novamente das bases consideradas mais “raiz”. No primeiro ano do terceiro mandato, houve críticas de que o presidente estaria se distanciando desse público.
Por isso, em agendas como a desta quinta-feira, ele tem priorizado encontros com moradores locais ou personagens de destaque da própria região, numa tentativa de reforçar essa conexão. No Aglomerado da Serra, o presidente chegou a participar de um encontro com líderes comunitários.