O prazo dos sonhos do PT mineiro para saber que rumo tomar na eleição do ano que vem

De olho em Pacheco, partido quer antecipar definições sobre nomes que concorrerão a cargos majoritários em 2026
A deputada estadual Leninha
Leninha se prepara para assumir o comando do PT mineiro. Foto: Guilherme Bergamini/ALMG

O PT de Minas Gerais quer terminar 2025 com definições claras quanto aos rumos que o partido vai seguir na eleição estadual do ano que vem. O objetivo é chegar a 2026 com o desenho da chapa majoritária predefinido, a fim de utilizar o tempo em assuntos como o afinamento das táticas que serão utilizadas no pleito.

Neste momento, o futuro dos petistas mineiros passa diretamente pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O parlamentar é o nome preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para disputar o governo do estado, mas ainda não bateu o martelo quanto à possibilidade. Pacheco tem dito a aliados que pretende se decidir até o mês que vem.

“Pacheco tem sido indicado pelo Lula. Vários setores do PT também têm feito esse debate. A gente espera virar o ano sabendo para onde vamos — se o PT vai compor a chapa majoritária com Pacheco ou com outro nome que não seja do partido ou se o PT vai ter chapa própria de governador ou senador. O que a gente quer é antecipar, para iniciar o ano sabendo a estratégia política que o PT de Minas vai adotar para ajudar na reeleição do presidente Lula”, disse, nesta sexta-feira (5), a deputada estadual Leninha, que se prepara para assumir o comando do PT em Minas.

A posse de Leninha, inclusive, está marcada para esta sexta. Apesar da intenção de avançar nas definições eleitorais ainda neste ano, a parlamentar tem ciência de que algumas questões eleitorais podem ser resolvidas apenas no ano que vem.

“Queremos virar o ano sabendo para onde vamos. Esse é nosso desejo, mas sabemos que até abril temos essa movimentação — inclusive (sobre) o próprio Pacheco, se continua no PSD ou muda de partido”, apontou, ao lado do presidente nacional petista, Edinho Silva.

No início da semana, cabe lembrar, Pacheco refutou a possibilidade de mudar de legenda. O posicionamento foi visto por aliados como uma forma de marcar posição e conter a aproximação do PSD ao vice-governador Mateus Simões (Novo), também pré-candidato ao Palácio Tiradentes. Uma ala dos pessedistas, mais próxima à gestão de Romeu Zema (Novo), defende a filiação de Simões.

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