O encontro do PSD em Belo Horizonte, na próxima segunda-feira (15), terá a presença do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, mas pode ocorrer sem os dois nomes defendidos por correntes distintas do partido para a disputa ao governo de Minas em 2026.
A presença do senador Rodrigo Pacheco (PSD) é incerta, enquanto o vice-governador do estado, Mateus Simões (Novo), deve evitar ir ao evento para não se expor a constrangimentos desnecessários.
De um lado, deputados federais do PSD e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, apoiam a candidatura de Pacheco ao Palácio Tiradentes. O pleito é reforçado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que vê no ex-presidente do Senado um palanque estratégico em Minas.
De outro, a bancada estadual pressiona pela filiação de Simões ao partido. Mas, como mostrou O Fator, a indefinição do senador sobre concorrer ou não ao comando do estado travou as conversas da legenda com o vice-governador.
Motivo das ausências
Aliados do ex-presidente do Senado dizem que houve falta de articulação prévia para a realização do encontro. Os deputados federais Luiz Fernando Faria e Igor Timo, por exemplo, aguardam pela confirmação de Pacheco para definir se vão ou não participar.
Caso o senador falte, a tendência é que ambos acompanhem a decisão, levando consigo cerca de 50 prefeitos aliados, o que pode esvaziar o encontro. Enquanto isso, deputados estaduais insistem que o vice-governador seja convidado como sinal de apoio.
Como publicado por O Fator, o entendimento era que a presença de Simões no evento serviria como resposta a um recente posicionamento de Pacheco, que garantiu a permanência no PSD e criticou o que chamou de “tentativa desenfreada de antecipação do calendário eleitoral”.
Nos bastidores, a leitura é que o vice-governador deve evitar o ato político para não se expor, já que a indefinição do ex-presidente do Senado travou as conversas sobre sua filiação ao PSD e o clima não será nada amigável. O evento vai ser marcado por filiações de deputados e prefeitos.
“Não há necessidade de ele passar por um eventual constrangimento, de ouvir aliados de Pacheco o alfinetando sobre a disputa ao governo de Minas. Enquanto o senador não definir o seu futuro, não tem como avançar nas conversas com o PSD”, resumiu uma fonte.
Um encontro entre Simões e Kassab, porém, não está descartado. No plano nacional, Kassab e interlocutores do diretório do PSD reiteram que a estratégia é aguardar a decisão do senador antes de qualquer movimento em Minas. Pacheco sinalizou a aliados que deve bater o martelo sobre o tema no próximo mês.