Flávio Bolsonaro viaja à Itália para evento de direita e pretende visitar Zambelli

O filho mais velho de Bolsonaro informou ao Senado que ficará fora do país entre 18 e 22 de setembro
Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é o filho mais velho de Jair Bolsonaro. Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informou ao Senado que viajará à Itália entre 18 e 22 de setembro. A visita ocorrerá em meio às articulações para ampliar o apoio internacional ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por golpe de Estado.

No documento protocolado nesta terça-feira (16), Flávio diz que participará do evento “La Tua Pontida Liberi e Forti 2025”, promovido pelo partido italiano de direita Liga (Lega), liderado por Matteo Salvini, vice-premiê e ministro das Infraestruturas e dos Transportes da Itália.

O senador confirmou a O Fator que também pretende visitar a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que está presa desde o final de julho em Roma, onde aguarda o julgamento de pedido de extradição para o Brasil.

“Vou para o evento político da direita a convite do vice-primeiro Ministro da Itália, Matteo Salvini, e pretendo visitar a Carla Zambelli sim”, disse por meio de sua assessoria de imprensa.

Salvini manifestou apoio Bolsonaro após a decisão da Primeira Turma do STF. “Solidariedade e apoio ao amigo Jair Bolsonaro. Quando não tem mais argumentos, a esquerda usa todos os meios para atacar os adversários políticos, a começar pelo Judiciário. Não vão te parar, força presidente”, escreveu.

O encontro político será realizado em Pontida, município da província de Bérgamo, na região da Lombardia, a cerca de 600 quilômetros de Roma. Todos os anos, a cidade sedia a principal reunião da Liga, que reúne lideranças da direita europeia.

Zambelli presa em Roma

O filho mais velho de Bolsonaro estará na Itália no mesmo período em que senadores de direita – Damares Alves (Republicanos-DF), Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES) – irão visitar Carla Zambelli.

A parlamentar responde a um processo de extradição para o Brasil após deixar o país pouco depois de ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão pelos crimes de invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), falsidade ideológica e inserção de dados falsos.

A Justiça italiana manteve sua prisão preventiva, negou pedidos da defesa por libertação ou prisão domiciliar e concluiu que nem a cidadania italiana nem alegações de problemas de saúde impedem o andamento da extradição.

Em outra ação, a deputada foi condenada pelo STF a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, no episódio em que perseguiu um homem armado em São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições de 2022.

O caso provocou o primeiro afastamento público entre Zambelli e a família Bolsonaro. Desde a prisão em Roma, apenas Flávio comentou a situação. Na ocasião, agradeceu ao vice-premiê italiano pela atenção dada à parlamentar. Os demais integrantes do clã permaneceram em silêncio.

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