A decisão do vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (Novo), de anunciar o início das viagens de um barco turístico nas águas da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, pegou de surpresa interlocutores a par do tema. O Fator apurou que a ideia era divulgar o projeto, previsto para começar entre dezembro deste ano e janeiro do ano que vem, após a conclusão do licenciamento junto à Prefeitura de BH. Nesta terça-feira (24), durante a divulgação de investimentos da Companhia de Saneamento (Copasa) na Lagoa, contudo, Simões tocou no assunto.
O vice de Romeu Zema (Novo) abordou o barco turístico ao tratar de ações para a valorização do Complexo Arquitetônico da Pampulha. Quando Simões fez menção à embarcação, indicou que faltam poucas etapas para viabilizar o início das viagens.
Chamada a se manifestar, a secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega, explicou a ideia. Bárbara, inclusive, fez menção à necessidade de alinhar trâmites junto ao poder público belo-horizontino.
“Os recursos já estão garantidos para ter esse barco turístico rodando entre dezembro e janeiro, com 80 passageiros, três saídas por dia, para valorizarmos o patrimônio. Já temos conversas avançadas com a prefeitura para que esse licenciamento saia o mais breve possível”, falou.
Embora o anúncio do barco tenha sido feito antes da obtenção dos documentos junto à prefeitura, o caso não gerou mal-estar. Segundo a reportagem apurou, o Executivo municipal não ficou descontente com a divulgação do projeto.
Catamarã
A embarcação que deve rodar na Lagoa Pampulha será do tipo catamarã, caracterizada por ter dois cascos paralelos. O investimento previsto, de R$ 1 milhão, engloba também os custos de construção de um píer para acesso dos passageiros ao barco.
Para além da atração turística, a Copasa planeja um aporte de R$ 23 milhões para a despoluição do espelho d’água. O projeto trata, por exemplo, da construção de quase 12 quilômetros de redes de captação de esgoto entre BH e Contagem, na Região Metropolitana.
