O duelo de paternidade entre o governo de Minas e a Prefeitura de BH por barco na Lagoa da Pampulha

Anúncio, por parte do Executivo estadual, de embarcação turística no espelho d’água, gerou reação da administração municipal
Lagoa da Pampulha
Barco é ideia para ampliar potencial turístico da Lagoa da Pampulha. Foto: Karoline Barreto/CMBH

A Prefeitura de Belo Horizonte e o governo de Minas Gerais travam uma disputa sobre a paternidade do barco turístico previsto para navegar na Lagoa da Pampulha, cartão-postal da capital. Nesta quinta-feira (25), o Executivo municipal informou a O Fator que será o Poder responsável por conduzir a implementação das embarcações no espelho d’água.

O posicionamento da prefeitura ocorre um dia após o vice-governador Mateus Simões (Novo) e a secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega, anunciarem a intenção de iniciar as viagens turísticas entre dezembro deste ano e janeiro de 2026. Ao tratar do tema, Botega afirmou que os recursos para viabilizar a atração já estão garantidos.

Embora não tenha havido propriamente um descontentamento com as declarações dos integrantes do Palácio Tiradentes, a Prefeitura de BH afirmou que o primeiro agente público a tratar do tema foi Álvaro Damião (União Brasil), chefe do Executivo municipal. 

“A Prefeitura de Belo Horizonte informa que o projeto de tornar a Lagoa da Pampulha um ponto de passeios turísticos para moradores e visitantes foi anunciado pelo prefeito Álvaro Damião em 16 de maio, dia em que se comemorou os 82 anos do Conjunto Moderno da Pampulha. Desde então, foram iniciados os estudos e criado um grupo de trabalho para a regulamentação da navegabilidade da Lagoa da Pampulha”, lê-se em trecho de nota encaminhada à reportagem.

De surpresa

Como O Fator já havia mostrado, o anúncio por parte de Simões pegou interlocutores a par do assunto de surpresa. O governo do estado tinha a ideia inicial de só se manifestar sobre o assunto após a concessão das licenças que vão autorizar o início das viagens. Os documentos serão emitidos pelo poder público municipal. 

“Os recursos já estão garantidos para ter esse barco turístico rodando entre dezembro e janeiro, com 80 passageiros, três saídas por dia, para valorizarmos o patrimônio. Já temos conversas avançadas com a prefeitura para que esse licenciamento saia o mais breve possível”, pontuou Botega, ao comentar o projeto de navegação.

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