Câmara dos Deputados aprova divórcio após a morte

Separação ‘post mortem’ será reconhecida se cônjuge entrar com o pedido antes
Alianças, casamento, divórcio
Divórcio após a morte já foi reconhecido no STJ. Foto: Andrew Teoh/Unsplash

A CCJ da Câmara aprovou na tarde desta terça (7) a redação final de um projeto de lei para garantir no Código Civil o divórcio após a morte.

O projeto segue diretamente para o Senado, sem passar pelo plenário da Câmara.

Atualmente, a lei define que a sociedade conjugal termina “pela morte de um dos cônjuges”.

No entanto, uma decisão da Quarta Turma do STJ, no ano passado, determinou que é possível decretar o divórcio mesmo se um cônjuge morrer após o pedido.

Nesse caso concreto, um homem pediu divórcio da esposa e partilha de bens. Ela morreu, e então ele quis voltar atrás. Os juízes então decidiram pela habilitação dos herdeiros no processo, e julgaram procedente o pedido de divórcio póstumo.

O projeto aprovado hoje, de autoria de Laura Carneiro (PSD-RJ), recebeu parecer favorável de Maria Arraes (Solidariedade-PE).

Carneiro citou outro caso na justificativa do projeto.

“Figure-se o exemplo de uma mulher, há anos vítima de violência doméstica, que decide se divorciar, falecendo em um acidente automobilístico dois meses após a propositura da demanda e antes da prolação da sentença. Caso o juiz não decrete o divórcio (“post mortem”), o cônjuge agressor tornar-se-á viúvo, com prováveis direitos previdenciários e sucessórios. O mesmo raciocínio serve para o instituto da união estável”, escreveu.

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