Alexandre Silveira disse nesta quarta (15) defender a partir de 2027 – ou seja, depois da eleição – o fim dos gastos socioambientais de Itaipu, que tiveram aumento milionário no governo Lula.
“E nós entendemos [em] uma reunião entre eu, liderada pelo presidente Lula, foi uma defesa do Ministério de Minas e Energia, do Ministério de Indústria e Comércio do vice-presidente Alckmin e do ministro Haddad, nós decidimos defender na negociação com o Anexo C [com o Paraguai] junto ao MRE que a gente acabe a partir de janeiro de ’27 com os gastos socioambientais”, disse Silveira a deputados da Comissão de Relações Exteriores.
“Para reduzir o preço de energia do Brasil”, acrescentou o ministro.
Como O Fator mostrou, no biênio 2023-2024 esses gastos socioambientais de Itaipu somaram quase 1,8 bilhão de dólares, ou mais de 9,8 bilhões de reais no câmbio de hoje, como consta nas demonstrações contábeis, que são públicas.
Os gastos subiram de US$ 505 milhões em 2022 para US$ 921 milhões em 2023, e chegaram a US$ 871 milhões em 2024.
Um estudo da consultoria legislativa da Câmara feito a pedido da deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP) concluiu que “a tarifa de Itaipu poderia ser até 50% inferior ao atual nível, após a quitação da dívida, e sem os custos socioambientais que vem sendo praticados”. A dívida de Itaipu foi quitada em 2023.
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