O grupo político liderado pelo secretário de Estado de Governo de Minas Gerais, Marcelo Aro (PP), caminha para emplacar novos cargos na Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) nas próximas semanas. O Fator apurou que integrantes da Família Aro, nome dado ao grupo que reúne aliados do pré-candidato ao Senado Federal, têm acordo para conseguir mais espaço na gestão de Álvaro Damião (União Brasil).
Uma articulação em curso deve viabilizar a nomeação de um indicado da Família Aro na Regional Nordeste. O atual coordenador, Marcelo Pereira, é ligado ao líder de Damião (União Brasil) na Câmara Municipal, Bruno Miranda (PDT).
Já o posto de coordenador adjunto está vago desde a exoneração de Manuel Arnesino, em 4 de outubro. Arnesino havia sido chancelado pelo vereador Edmar Branco (PCdoB), que perdeu espaço na administração municipal após contrariar orientação do prefeito e votar a favor do Tarifa Zero.
O nome mais cotado para assumir um cargo de chefia na Regional Nordeste é o de Pedro Lelis. Ex-assessor do presidente da Câmara Municipal, Juliano Lopes (Podemos), Lelis é o atual coordenador de Vilas e Favelas da Regional Oeste.
Desde abril, aliados de Marcelo Aro lideram, por exemplo, a secretaria municipal de Esportes e Lazer e a coordenadoria especial de Vilas e Favelas. Os ex-vereadores Rubem Rodrigues de Oliveira, o Rubão (PP), e Marcos Crispim (DC), respectivamente, são os responsáveis pelas pastas.
Respaldo
Outro aspecto que vem ampliando a aproximação entre os grupos liderados por Damião e Aro é a convergência nas principais pautas apreciadas na Câmara Municipal. Os vereadores ligados ao secretário do governador Romeu Zema (Novo) mostraram lealdade ao prefeito na votação do projeto que previa estabelecer a gratuidade nos ônibus municipais.
Parlamentares que apoiaram a apresentação da matéria em fevereiro, como Tileléo (PP) e Leonardo Ângelo (Cidadania), se posicionaram contra o Tarifa Zero na votação realizada em 3 de outubro.
Desfalque
Primeira suplente na chapa do PP nas eleições de 2024, a educadora Michelle da Creche oficializou sua saída do grupo liderado por Aro nesta semana. O marido da gestora, Leonardo Ribeiro, foi exonerado, a pedido, do cargo de secretário da presidência que ocupava na Câmara Municipal. O desligamento foi oficializado em 13 de outubro.
Procurada pela reportagem, Michelle confirmou o “divórcio” e disse que o distanciamento ocorreu por divergências na escolha de aliados para ocupar cargos na gestão municipal.