O PT trabalha para encontrar um “plano B” para as eleições ao governo de Minas no ano que vem, em um cenário que o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) não aceite a missão de ser o candidato de Lula no Estado. Pelo que O Fator apurou, um dos nomes citados é o da ministra Macaé Evaristo, atual chefe da pasta de Direitos Humanos e Cidadania.
Macaé foi citada como uma das possibilidades de candidaturas ao governo pela ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, durante um jantar em Brasília depois da filiação do ex-prefeito Alexandre Kalil ao PDT.
O nome de Macaé é aventado porque petistas acreditam que Kalil irá preferir disputar uma vaga ao Senado do que encarar, mais uma vez, a eleição ao governo mineiro. Em 2022, o ex-prefeito disputou o Palácio Tiradentes contra Romeu Zema (Novo) e perdeu no primeiro turno.
Outro nome aventado é o do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD). Sem Pacheco, Silveira seria o nome favorito de Lula para disputar em Minas, mas o ministro já relatou a interlocutores que, apesar de já ter topado coordenador a campanha de Lula no Estado, prefere ser candidato ao Senado.
Ministra desde março deste ano, Macaé Evaristo já foi secretário de Educação da Prefeitura de Belo Horizonte e do governo de Minas – ambas as vezes durante as gestões de Fernando Pimentel (PT). Em 2020, se elegeu vereadora da capital mineira e, dois anos depois, foi eleita deputada estadual, cargo que se licenciou para assumir o ministério em Brasília.