Deputado do MDB diz que pré-candidatura de Gabriel Azevedo em MG foi decidida ‘de cima para baixo’

Líder do governo Zema na Assembleia, João Magalhães afirma que ideia não foi previamente discutida nas instâncias do partido
Gabriel Azevedo, Newton Junior e Baleia Rossi
Gabriel Azevedo, Newton Junior e Baleia Rossi estiveram lado a lado nesta semana. Foto: MDB/Divulgação

Líder do governo de Romeu Zema (Novo) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o deputado João Magalhães, do MDB, diz que a decisão do partido de lançar a pré-candidatura de Gabriel Azevedo ao Executivo estadual foi tomada “de cima para baixo”. 

A O Fator, Magalhães afirmou que o tema não foi previamente discutido na instância mineira da legenda.

“(A direção do MDB) tinha que ter ouvido o partido antes, conversado. Fiquei sabendo dessa pré-candidatura pela imprensa, pela manhã (de terça-feira, 4). Não sabia que o presidente (nacional, Baleia Rossi) viria a BH”, pontuou..

A pré-candidatura de Gabriel foi oficializada em um ato na sede do MDB mineiro, em Belo Horizonte. Além de Baleia Rossi, marcou presença o presidente estadual do partido, o deputado federal Newton Cardoso Júnior.

João Magalhães, que não compareceu ao ato de lançamento da pré-campanha do correligionário, esteve presente na solenidade de embarque do vice-governador Mateus Simões ao PSD, na semana passada. Simões é o pré-candidato de Zema à sucessão estadual.

Perguntado pela reportagem sobre uma eventual intenção de apoiar Simões em 2026, Magalhães afirmou que o momento é de buscar a unificação do MDB.

Construção nacional

Como O Fator já mostrou, a pré-candidatura de Gabriel Azevedo ao Palácio Tiradentes nasceu a partir da percepção de Baleia Rossi sobre a necessidade de ter alternativas de palanques estaduais e utilizá-los como trunfo nas negociações com o PT, que quer o apoio dos emedebistas para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Antes de decidir pelo nome do ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), o MDB chegou a sondar o senador Rodrigo Pacheco (PSD). Pacheco, entretanto, ainda não bateu o martelo sobre concorrer ou não à sucessão de Zema e tem o Supremo Tribunal Federal (STF) na mira.

Ao explicar a pré-candidatura, Gabriel afirmou que o partido deseja oferecer uma alternativa capaz de dar “equilíbrio” ao estado. O termo também foi utilizado por Newton Cardoso Júnior, que apontou um “apagão” de investimentos federais em Minas por causa de pouco alinhamento entre o Palácio Tiradentes e a União.

“Precisamos de gente alinhada com equilíbrio, porque somos radicalmente contra o radicalismo. Para isso, o nome que se colocou, com a sua ousadia, foi o Gabriel”, falou o dirigente.

Tadeuzinho pode ser fiel da balança

A despeito do lançamento da pré-candidatura de Gabriel, o MDB sinalizou ao presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite, que ele terá apoio da legenda quando decidir os rumos que tomará no ano que vem.

Tadeu é cortejado pelo campo em torno do presidente Lula para compor uma chapa majoritária no ano que vem e, ao mesmo tempo, tem o apoio desejado pelo grupo de Simões. 

Na semana passada, em entrevista a O Fator, o vice-governador disse que gostaria de caminhar ao lado do chefe do Legislativo no próximo pleito estadual.

“É a noiva que todo mundo corteja”, sintetizou, à ocasião.

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