O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), não participarão da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será inaugurada nesta segunda-feira (10), em Belém (PA). Segundo informe do ministério do Turismo divulgado nesta semana, confirmaram presença no encontro delegações de mais de 160 países.
Os meses que antecederam a realização da COP 30 foram marcados por uma explosão nos preços de serviços como hospedagem, transporte e alimentação. A alta nos valores praticados durante os dez dias de conferência foi alvo de críticas por governos de alguns países, inclusive da Europa. A previsão inicial era de que o encontro recebesse cerca de 45.000 delegados inscritos.
Através de sua assessoria, o governo do estado afirmou à reportagem que, por questões logísticas e pelos elevados custos, será enviada “uma enxuta comitiva” para a conferência. Até o fechamento desta nota, o governo não informou os nomes dos servidores que irão compor a delegação.
Já a Prefeitura de Belo Horizonte estará representada pelo subsecretário de Gestão Ambiental e do Clima da secretaria municipal de Meio Ambiente, Sirely Dimitrius Borges Chaves, conhecido como Dimi Chaves.
Ações locais são a prioridade
De acordo com Bianca Cantoni, coordenadora de Relações Institucionais do Governos Locais pela Sustentabilidade (ICLEI), a ausência de Zema e Damião não tem interferência direta nas ações dos Executivos estadual e municipal no enfrentamento às mudanças climáticas.
“A COP é um evento de duas semanas. Não é preciso que um mandatário vá à conferência para que esteja em dia com a sua agenda climática. O fundamental é que cada ente público faça o seu dever de casa. A presença das delegações, tanto de BH quanto de Minas, pode ser estratégica no sentido de visibilizar boas práticas e captar recursos técnicos e financeiros para projetos futuros”, disse a especialista em Relações Internacionais.