Os obstáculos que o Missão, partido do MBL, enxerga para eleger deputados em Minas

Com oficialização aprovada pelo TSE, Brasil passa a ter 30 legendas aptas a disputar as eleições de 2026
Missão
Missão tem como presidente nacional o líder do MBL, Renan Santos. Foto: Bruna Pozelli/Missão

Com registro aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na semana passada, o Missão, partido criado por lideranças do Movimento Brasil Livre (MBL), se prepara para estrear nas urnas em 2026. Em Minas Gerais, a vereadora Luana Silva, de Chapada Gaúcha, no Norte, desponta como nome para compor a chapa legislativa da nova legenda. Obstáculos de ordem financeira e burocrática, contudo, podem frear os planos.

Luana está filiada ao Podemos. Além dela, o MBL mineiro conta com o também vereador Israel Russo (União Brasil), de Pouso Alegre, no Sul. Os parlamentares mantêm conversas com suas siglas atuais para conseguir uma saída amigável a fim de ingressar no Missão. Se não houver acordo e a mudança for conflituosa, existe o risco de perda de mandato.

Sem acesso ao fundo eleitoral, verba distribuída pelo TSE às direções nacionais dos partidos com base no desempenho na última corrida ao Congresso Nacional, a avaliação no MBL mineiro é que o Missão dificilmente montará, no estado, uma chapa competitiva para a Câmara dos Deputados.

Luana Silva, por exemplo, não descarta concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa. Já Israel Russo diz que não trabalha para ser candidato em 2026. A legislação eleitoral exige que todos os pré-candidatos estejam filiados, até abril do próximo ano, nos partidos pelos quais disputarão o pleito.

Procurado por O Fator, o presidente nacional do Missão, Renan Santos, afirmou que a montagem da operação do partido no estado ainda é incipiente.

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